sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Joint venture com Shell será definida até dezembro, diz Cosan

11/11/2010

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores do Grupo Cosan, Marcelo Martins, afirmou em teleconferência que a joint venture a ser criada com a união de operações da companhia e da Shell deve ser definida até dezembro deste ano, ante uma previsão inicial para o fim deste mês de novembro. Segundo ele, o grande volume de operações avaliado pela União Europeia (UE), que precisa autorizar o negócio, é o único empecilho para a formalização do acordo. "Interagimos de forma contínua com a União Europeia e olhamos para uma definição até dezembro", disse. "Não prevemos problemas para a união das operações da joint venture, que deve ocorrer até primeiro trimestre do próximo ano", afirmou.
Martins informou que o único negócio ainda pendente com a Shell é como ficará a operação de varejo do açúcar no Brasil, onde a Cosan é líder nacional, com marcas como União e Da Barra. "Se o negócio ficar na joint venture, a nova empresa irá licenciar as marcas e pagará por isso; se ficar com a Cosan, a companhia pagará um valor pelo negócio, ainda não definido", disse.
O diretor reafirmou que a marca Esso de combustíveis será mantida nos postos da Cosan até 2013, quando termina o contrato com a norte-americana Exxon e que após esse período "há uma mobilidade maior para migrar para a marca Shell". A informação já havia sido antecipada pelo empresário Rubens Ometto, presidente do conselho da Cosan, em setembro, à Agência Estado.
Martins admitiu, ainda, que as discussões para a formação da joint venture entre Cosan e Shell paralisam possíveis anúncios de novos negócios, principalmente do setor sucroalcooleiro e de combustíveis e lubrificantes. Segundo ele, após a finalização do negócio, o braço de combustíveis deve ter um crescimento orgânico ou por meio de aquisições.
Já na produção de açúcar e álcool, Martins acredita ser "possível que a gente volte considerar projetos de greenfield (construção de novas usinas) obviamente no nível de retorno comparado com as aquisições", explicou. A companhia tem projetos paralisados de greenfields em Goiás, onde já tem uma unidade em funcionamento.
Por fim, o executivo informou que a perda de competitividade do dólar ante o real no Brasil é compensada com as fortes altas no preço do açúcar na Bolsa de Nova York (ICE Futures) e que, nesse cenário, a Cosan não te perspectiva de investir em unidades sucroalcooleiras fora do Brasil. "Mas isso será também avaliado pela nova empresa", concluiu.

 

Por Agência Estado - (AE

 

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