terça-feira, 30 de novembro de 2010

Contran inicia nesta quarta-feira implantação do sistema antifurto

Fonte: A Tribuna Online, 30/11/2010

 

Depois de ser adiado quatro vezes, o prazo para o início da instalação do sistema antifurto nos veículos novos tem início nesta quarta-feira.

O primeiro cronograma estabelecia que as instalações tivessem início em agosto de 2009. O segundo previa para 1º de fevereiro deste ano. Em seguida, a mudança ficou para 1º de julho. Posteriormente, para o início de setembro.

O cronograma prevê um aumento progressivo da frota com o dispositivo antifurto. De acordo com o Contran, a partir de 1° dezembro de 2011, o equipamento estará em 100% dos veículos fabricados para o mercado interno. O dispositivo também será implantado em carros produzidos no exterior, a serem licenciados no Brasil.

Confira o novo cronograma:

I - Nos automóveis, camionetas, caminhonetes e utilitários:

a) a partir de 1° de dezembro de 2010, 20% da produção total destinada ao mercado interno;
b) a partir de 1º de março de 2011, em 50% da produção total destinada ao mercado interno;
c) a partir de 1° de abril de 2011, em 100% da produção total destinada ao mercado interno.

II - Nos caminhões, ônibus e microônibus:

a) a partir de 1° de dezembro de 2010, em 30% da produção total destinada ao mercado interno;
b) a partir de 1° de março de 2011, em 60% da produção total destinada ao mercado interno;
c) a partir de 1° de abril de 2011, em 100% da produção total destinada ao mercado interno.

III - Nos caminhões-tratores, reboques e semi-reboques:

a) a partir de 27 de dezembro de 2010.

IV - Nos ciclomotores, motonetas, motocicletas, triciclos e quadriciclos:

a) a partir de 1° de dezembro de 2010, em 5% da produção total destinada ao mercado interno;
b) a partir de 1° de fevereiro de 2011, em 15% da produção total destinada ao mercado interno;
c) a partir de 1° de março de 2011, em 20% da produção total destinada ao mercado interno;
d) a partir de 1° de outubro de 2011, em 25% da produção total destinada ao mercado interno;
e) a partir de 1° de dezembro de 2011, em 50% da produção total destinada ao mercado interno;
f) a partir de 1° de fevereiro de 2012, em 100% da produção total destinada ao mercado interno.

                              

LL: Mais um equipamento obrigatório que cai na conta do consumidor, sem regras claras e com privilégios diretos a um pequeno número de empresas. Dizem que somente neste projeto o partido da estrela solitária tenha recebido algo em torno de 30 milhões de reais. Ajudar os pobres sim, penalizar o trabalhador não.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Presidente da BP visita Petrobras para estreitar relação

Qui, 25 de Novembro de 2010 21:16

SÃO PAULO - A Petrobras recebeu ontem a visita do presidente da British Petroleum (BP), Robert Dudley, na sede da companhia, no Rio de Janeiro. De acordo com a assessoria de imprensa da petroleira brasileira, o executivo da companhia britânica disse ao presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, que a visita tinha como objetivo "estreitar as relações entre as duas empresas, líderes mundiais na exploração de petróleo em águas profundas".

No encontro, os executivos trocaram informações sobre as atividades de exploração de petróleo e as oportunidades de cooperação entre as duas empresas. Gabrielli ressaltou que a Petrobras e a BP estão discutindo novas áreas de cooperação e alianças. "Esperamos que essa parceria intensifique-se ainda mais", afirmou o presidente da Petrobras, conforme nota divulgada pela empresa.

A parceria entre as companhias ocorre tanto no Brasil quanto no exterior, incluindo um acordo de cooperação tecnológica na área de exploração e produção (E&P). O encontro contou ainda com a participação do vice-presidente executivo de exploração da BP, Mike Daly, e do diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella.

Fonte: AE - Agencia Estado

 

Copersucar dobra contrato de açúcar com a FCA

Sex, 26 de Novembro de 2010 07:03

Companhias do segmento sucroalcooleiro aceleram o passo para ganhar terreno no restrito universo de oportunidades logísticas do país. Na quinta-feira, a Copersucar, líder no comércio de açúcar e álcool no Brasil, anunciou a extensão da parceria com a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), subsidiária da Vale, e pretende por nos trilhos 3 milhões de toneladas de açúcar até 2015.

O primeiro acordo com a companhia ferroviária, firmado no primeiro trimestre deste ano, previa o embarque de 1,5 milhão de toneladas da commodity.

Com essa parceria, a comercializadora tem em vista transportar por ferrovia 4,5 milhões de toneladas do adoçante em quatro anos, isso sem considerar novas parcerias que possam surgir até lá - a empresa já tem contrato com a América Latina Logística (ALL) para a movimentação de 1,5 milhão de toneladas.

Somando-se os projetos até agora anunciados pela Copersucar com os da Rumo Logística, empresa do grupo Cosan, é possível afirmar que em 2015 o Brasil estará transportando 15,5 milhões de toneladas de açúcar pelo modal ferroviário, o equivalente a 70% do atual volume exportado do produto pelo Centro Sul.

Juntos, os investimentos da FCA e da Copersucar se aproximam de R$ 100 milhões - além dos R$ 25 milhões já aplicados pela comercializadora no terminal multimodal de Ribeirão Preto (SP), que foi também estruturado com um anel ferroviário para tornar a movimentação de carga mais eficiente.

Do valor total, em torno de R$ 60 milhões serão aplicados pela FCA na reforma de 500 locomotivas e vagões, com previsão de entrarem em operação no ano que vem. "A nova estrutura vai reduzir o tempo de carregamento de um vagão de 1 hora para dez minutos", diz o diretor-presidente da empresa ferroviária, Marcello Spinelli.

Os R$ 40 milhões restantes vão ser aportados pela Copersucar na construção de mais dois terminais - um em Minas Gerais, provavelmente em Uberlândia, e outro na região central de São Paulo, diz Paulo Roberto de Souza, CEO da comercializadora. Todas as rotas desembocarão em Santos, no terminal da Copersucar, que em 2011 prevê exportar 6 milhões de toneladas de açúcar - 1 milhão de ensacado e 5 milhões a granel.

Há cerca de quatro anos operando com açúcar, a FCA tem nesse contrato com a Copersucar sua maior operação com a commodity. A empresa também movimenta grãos, de forma que, o agronegócio já responde por 60% do movimento total.

A parceria com a FCA integra projeto maior da Copersucar em logística que prevê investir R$ 1,5 bilhão ao longo de cinco anos, contados a partir de 2010. Além do etanolduto com a Petrobras , o projeto inclui outras iniciativas, como a ampliação do terminal de transbordo de etanol e da capacidade de estocagem de açúcar.

Fonte: Valor Economico/Fabiana Batista | De São Paulo

 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Setor de transporte deve ter novas contratações em 2011

24/11/2010

Contratações em 2010 geram expectativas positivas para novas vagas no setor de transporte a partir de 2011. A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo espera um crescimento de 12% nas demandas.

O crescimento dos mercados brasileiros em 2010 tem sido visível, tanto para o setor industrial, quanto para as áreas de comércio e serviços. De acordo com dados da FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), neste ano, os índices de empregabilidade têm condições de chegar a 5% a mais do que no ano de 2009 em contratações de trabalhadores com carteira assinada.

Essa seria a maior taxa nos últimos cinco anos: apenas no mês de setembro foram abertos mais de 13 mil novos postos de trabalho, em agosto foram registradas 8 mil novas vagas. A expectativa é que 2010 encerre com no mínimo 120 mil empregos a mais que 2009.

Com o aumento das contratações, novas demandas de serviços são geradas a todo o momento. Uma delas é o transporte dos profissionais recém-contratados. As empresas devem refletir bastante sobre as opções de locomoção. Atualmente, uma das alternativas mais viáveis é o transporte profissional de pessoas por fretamento, que confere às empresas contratantes mais segurança, credibilidade e pontualidade nos serviços prestados, evitando absenteísmo e aumentando a produtividade.

Diferente do transporte individual, em que o motorista precisa enfrentar o estresse do trânsito caótico, as vantagens do fretamento regularizado agregam qualidade de vida, tempo de relaxamento durante o trajeto, propiciam mais conforto ao passageiro e facilitam o networking entre os colegas.

Atualmente, o setor de fretamento tem 97% de aprovação entre os usuários. "Para as empresas que utilizam esse sistema, possibilitar ao colaborador ir ao trabalho sem a preocupação com o trânsito, num ambiente em que se pode relaxar e descansar, é mais que positivo, pois minimiza o absenteísmo e aumenta a produtividade", relembra Regina Rocha, diretora executiva da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo.

Estima-se que somente no Estado de São Paulo existam 15 mil veículos de fretamento e no Brasil 4,9 mil empresas são cadastradas junto à Associação Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Seiscentas mil pessoas utilizam o sistema na região metropolitana de São Paulo, sendo que 70% desse público são formados por executivos.

 

Fonte: Investimentos Noticias
Autor: Agência IN

 


 

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Movimentação no Porto do Pecém se expande 68%

Fonte: Diário do Nordeste – CE, 24/11/2010

                               

Com um crescimento de 68% no acumulado entre janeiro e outubro de 2010, o que representa 2,4 milhões de toneladas movimentadas, o Porto do Pecém se mantém entre os principais portos brasileiros.

De acordo com Mário Lima Júnior, diretor de Desenvolvimento Comercial da Ceará Portos, responsável pelo Porto do Pecém, o aumento na movimentação de alguns ítens foram responsáveis pelo impulso registrado. Entre estes, ele destaca o aumento significativo na importação de gás natural que se destina a abastecer as termoelétricas do Ceará e Rio Grande do Norte e que cresceu de 288,6 mil toneladas em 2009 para 492,2 mil toneladas em 2010.

Mário também ressalta a importação dos produtos siderúrgicos para o Pecém, os quais lideraram as importações, com 735 mil toneladas movimentadas.

Também foi divulgado pelo porto um acréscimo de 82% na movimentação de longo curso e uma variação positiva para a cabotagem, de 33% frente às mesmas operações do porto nos 10 primeiros meses de 2009.

Na exportação, os produtos com destaque foram frutas (180 mil toneladas), minérios de ferro (73 mil toneladas), alumínio (25 mil toneladas), combustíveis minerais (22 mil) e calçados (14 mil). Outro crescimento foi a movimentação de contêineres: 26% para importação e 28% para exportações.

Ranking nacional - Em nota, o Pecém também divulgou dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, os quais afirmam a liderança nacional do porto em exportação de frutas e calçados.

Do todo movimentado no Brasil, o porto cearense foi responsável por 32% das frutas. No mesmo quesito, ele foi seguido pelos portos de Santos (15%) e Mucuripe (13%).

Nos calçados, o Pecém foi líder com 33% do montante movimentado nos portos brasileiros, seguido pelos portos do Rio Grande (32%), Santos (18%) e Mucuripe (8%).

Os dados do Mdic divulgados também apontaram o Pecém como o terceiro porto brasileiro na importação de produtos siderúrgicos, com 17% do movimentado no país, atrás dos portos de São Francisco do Sul (22%) e Santos (18%).

 

terça-feira, 23 de novembro de 2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

TAM fecha acordo com OnAir para oferecer telefonia móvel em seus aviões

Serviço já está disponível aos passageiros que viajarem a bordo da aeronave Airbus A321, que realizará as rotas entre Guarulhos, Recife, Natal, Fortaleza e Porto Alegre

Por Agência Estado

SÃO PAULO - A TAM informou nesta quinta-feira, 28, que começará a oferecer o serviço de telefonia móvel a bordo de seus aviões. Segundo a empresa, uma parceria firmada com a OnAir, empresa que fornece sistemas para uso de celulares em aeronaves, permitirá que os passageiros da TAM usem seus aparelhos durante os voos.
"Seremos a primeira companhia aérea das Américas a disponibilizar essa facilidade", destaca a companhia em nota. O serviço, que utiliza os satélites da Inmarsat SwiftBroadband, já está disponível aos passageiros que viajarem a bordo da aeronave Airbus A321 - que realizará as rotas entre Guarulhos, Recife, Natal, Fortaleza e Porto Alegre. Com o OnAir, os passageiros podem realizar chamadas telefônicas, enviar mensagens e acessar a Internet via rede GPRS, com seus próprios aparelhos de telefone GSM.
"O uso de celular a bordo foi uma demanda detectada por meio de pesquisas com passageiros que desejam estar conectados ao trabalho, família e amigos enquanto viajam", explica a diretora de Marketing da TAM, Manoela Amaro.
A OnAir é uma joint venture da Airbus e da Sita, organização que desenvolve tecnologia de ponta para aviação. O sistema já foi utilizado em mais de 135 mil voos para 356 cidades, conectando passageiros de 83 países com acordos de roaming com aproximadamente 200 operadoras de telefonia móvel.
O mecanismo permite que até oito passageiros utilizem celulares para ligações telefônicas ao mesmo tempo. Para dados e envio de SMS, não há restrições. Os aparelhos entrarão em roaming internacional, ou seja, passarão a captar sinal assim que a aeronave atingir 4 mil metros de altura, podendo fazer ou receber ligações e enviar mensagens SMS. Smartphones também funcionarão a bordo, permitindo que os passageiros acessem e-mails e naveguem na internet. O uso será cobrado diretamente pela operadora na conta de telefone do passageiro. A tarifa será definida pela operadora usada pelo cliente.
Segundo a TAM, durante decolagens e pousos, os passageiros serão orientados a desligar seus aparelhos eletrônicos. A empresa destaca ainda que mesmo que permaneçam ligados todo o tempo (inclusive em pousos e decolagens), os aparelhos não interferirão no sistema de controle do avião, isso porque o novo sistema impede que o sinal dos celulares cause interferência nos comandos da aeronave e na rede de antenas de celular em terra.
A utilização do sistema OnAir pela TAM recebeu aprovação técnica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para ter o sistema de celular a bordo instalado na aeronave, além da certificação operacional por parte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O sistema também foi certificado pela European Aviation Safety Agency (EASA) e sua utilização foi regulamentada recentemente pela União Europeia.
A companhia aérea informa ainda que atualmente dispõe de uma aeronave com o sistema já instalado (um Airbus A321, com 220 assentos), para testar a aprovação do serviço pelos passageiros. Para o próximo ano, a TAM planeja ter mais aeronaves que operem voos domésticos equipadas com a tecnologia.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI183086-16355,00-TAM+FECHA+ACORDO+COM+ONAIR+PARA+OFERECER+TELEFONIA+MOVEL+EM+SEUS+AVIOES.html

Vendas de caminhões e ônibus devem crescer 40% em 2010

Fonte: Transporta Brasil, 22/11/2010

                               

Brasília (DF) – O mercado de caminhões e ônibus deve registrar crescimento de 40% neste ano, chegando a 190 mil unidades vendidas. A estimativa é do economista Ricardo Amorim. Número positivo para o setor é um reflexo de cenário favorável da economia brasileira.

“Além da previsão positiva para este ano, 2011 será de crescimento, que deve girar em torno de 10%. Em minha opinião, essa será a melhor década para a venda de caminhões e ônibus. O momento de se preparar para aproveitar as oportunidades é agora”, explica o economista.

Ainda de acordo com Amorim, a expansão do agronegócio nacional é uma oportunidade para a comercialização de caminhões. Outros setores da economia que necessitam de caminhões são o da construção civil, de metais, minerais e petróleo. Enquanto isso, as vendas de ônibus devem ser beneficiadas com o aumento do turismo no Brasil, enfatizando a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas de 2016.

 

Scania lança sistema para reduzir consumo de combustível e emissão de gases poluentes

Fonte: Assessoria de Imprensa, 22/11/2010

                               

A Scania do Brasil sai na frente mais uma vez e lança um sistema para reduzir consumo de combustível e emissão de gases poluentes, o Scania Driver Support. Elaborado para dar suporte em tempo real aos motoristas na condução do veículo, o equipamento chega ao País como item de série em todos os caminhões da marca equipados com ABS.

O Scania Driver Support funciona por meio de sensores distribuídos no veículo que analisam continuamente o condutor, ajudando a melhorar seu desempenho na direção. Com dicas e avisos apresentados em quatro categorias no painel de instrumentos, o equipamento treina, aconselha e avalia a pilotagem do motorista. O resultado dessas operações aparece em dois tipos de pontuação: de 0 a 100% ou de zero a cinco estrelas.

Além de auxiliar o motorista a tirar o máximo proveito do veículo, o Scania Driver Support mantém por mais tempo os resultados do treinamento do condutor. Uma condução correta resulta, por exemplo, na redução de 10% no consumo de combustível. O sistema também é uma inovação sustentável. De acordo com testes realizados pela montadora, para um transportador com 20 caminhões que percorrem 120.000 km/ano, o Scania Driver Support é capaz de oferecer uma redução na emissão de dióxido de carbono na atmosfera equivalente a 200 toneladas.

No total, 16 mensagens aparecem no monitor do Scania Driver Support apresentando ao motorista a melhor solução para quatro tipos de situação: condução em aclives e declives, escolha de marchas, uso do Scania Retarder (quando o veículo possui o equipamento) e antecipação de frenagens. "O treinamento prático oferecido pelo sistema, em tempo real, também evita o desgaste precoce das peças do veículo, aprimorando o estilo de pilotagem de qualquer motorista do Brasil", afirma Celso Mendonça, gerente de Pré-Vendas da Scania no Brasil.

 

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Rodovias federais terão mais 2.696 radares

Fonte: Pantanal News, 19/11/2010

Foi homologado nesta semana pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) o resultado da licitação que prevê a instalação e operação de equipamentos de controle de velocidade nas rodovias federais. Ao todo serão instalados 2.696 radares que vão monitorar 5.392 faixas de trânsito pelo prazo de cinco anos, em todo o País. O objetivo é iniciar a instalação dos sistemas de monitoramento ainda neste ano. Serão instalados 1.130 redutores (tipo lombadas eletrônicas) para o controle ostensivo da velocidade em áreas urbanizadas, e 1.100 radares fixos em áreas rurais. Para controle do avanço de sinal vermelho e parada sobre faixa de pedestre serão instalados 466 equipamentos.

Os recursos para implantação e operação dos equipamentos correspondem a R$ 1,6 bilhão e constam do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Com a homologação do resultado da licitação pela Diretoria Colegiada do Dnit, já estão sendo processados os contratos, que até o final de novembro deverão ser assinados. Após a assinatura, os equipamentos da primeira etapa do programa de controle de velocidade terão 120 dias para entrar em operação.

Segundo o Diretor Geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, a instalação dos equipamentos garantirá mais segurança e melhor trafegabilidade nas rodovias. O controle de velocidade é mais uma iniciativa do Dnit para aumentar a segurança dos usuários de rodovias federais. De acordo com dados da Conferência Global sobre o Uso da Tecnologia para Aumentar a Segurança nas Rodovias, realizada em Moscou em 2009, reduzir a velocidade em 1% leva a uma diminuição de 2% no número de feridos leves, 3% menos feridos graves e 4% menos mortos.

 

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Recursos privados e fusões reforçam a frota rodoviária

Fonte: Valor Econômico, 17/11/2010

                              

Grandes fusões e aquisições, anunciadas a partir de 2007, e investimentos privados em infra-estrutura para melhorias da eficiência do fluxo de carga estão mudando a cara do mercado de transporte rodoviário de cargas. Representando um papel de destaque na logística brasileira, o negócio de transporte rodoviário começa a ser incorporado a operadoras como estratégia de fortalecimento e garantia de qualidade de serviços, especialmente para grandes clientes.

"Temos uma frota dedicada de 880 veículos, uma espécie de hedge, para garantir a operação logística", diz Luiz Gustavo da Silva, diretor de operações da Aqces, operadora que está no mercado há dois anos como resultado de investimentos feitos pela gestora de fundos de private equity Green Capital. Com previsão de faturar R$ 200 milhões em 2010 e chegar a R$ 1 bilhão em 2014, a empresa oferece soluções de inteligência operacional e tecnológica para oferecer a logística integrada a grandes clientes. "Nossa frota rodoviária nos dá segurança no atendimento."

Além da frota, Silva diz que a empresa está montando uma estrutura para treinar motoristas, uma vez que existe grande dificuldade para encontrar profissionais qualificados nessa área. Apesar da informalidade do setor, o diretor da Aqces acredita que haja uma tendência de profissionalização em curto prazo, puxada pela obrigatoriedade de uso do Conhecimento Eletrônico de Carga, a partir do próximo ano. "Esse aspecto vai ter grande impacto na organização do segmento."

Aquisições rodoviárias para reduzir custo e ter flexibilidade operacional também fazem parte da estratégia da cinqüentenária operadora logística holandesa TNT, que está há no Brasil desde 1983. Nos últimos três anos, a empresa comprou a Mercúrio (2007), e a Araçatuba (2009), para consolidar de forma independente a capilarização da logística integrada, não só no mercado doméstico como também no internacional. "Uma estrutura própria reduz o custo", diz Ricardo Gelain, diretor de marketing da empresa.

Antes das aquisições, a TNT já operava em parceria com as transportadoras rodoviárias. A partir das compras, a operadora ficou proprietária de mais de 3500 veículos, entre próprios e terceirizados, e consegue atender o Brasil de Norte a Sul, em mais de 5 mil municípios. Isto porque a área de abrangência da Mercúrio, a maior e uma das mais eficientes transportadoras do Brasil na época, é a região Sul, e a da Transportadora Araçatuba, também uma das líderes do setor, é a região Norte. Além dessas compras no Brasil, a TNT incorporou a maior transportadora de cargas do Chile, a Lit Cargo.

"Houve uma decisão da empresa, em nível mundial, em investir em mercados selecionados, e na América do Sul o Brasil é, sem dúvida, o maior destinatário dos recursos", diz Gelain, sem comentar, contudo, os valores de investimento ou faturamento da unidade brasileira. Apesar da retração da economia na época das aquisições, a aposta da holandesa foi se consolidar no segmento de cargas expressas, cujo crescimento registrava crescimento contínuo.

Além das aquisições, investimentos em tecnologia de informação para interligar sistemas operacionais e de gestão das empresas rodoviárias ao sistema mundial da marca, e mais a automação e conexão da armazenagem aos equipamentos móveis, devem transformar a unidade brasileira em um importante hub dentro de sua logística internacional.

Foi na mesma época, entre 2007 e 2008, que a transportadora rodoviária Júlio Simões incorporou ao seu negócio duas grandes empresas rodoviárias, a Lubiani Transportes e a Transportadora Grande ABC, o que resultou em uma frota de mais de 2.500 caminhões, e um faturamento, em 2009, de R$ 1,5 bilhão.

"O transporte de carga geral, de ponto a ponto, representa 10% do faturamento da companhia", diz Fábio Veloso, diretor da empresa. A maior parte dos negócios, 53%, está dirigida a serviços dedicados à cadeia de suprimentos, incluindo contratos de gestão de logística desde a entrega da matéria-prima até a gestão da informação e entrega do produto.

Com 54 anos de mercado e origem rodoviária, a Júlio Simões cresceu organicamente em clientes aos quais anteriormente prestava serviços de transporte rodoviário. É o caso da Suzano Papel e Celulose, para quem a Júlio Simões fez seu primeiro serviço de carga dedicada há 52 anos, e da Fibria, com quem tem parceria comercial há mais de 30 anos. Nos negócios da empresa, papel e celulose participam com 22% do faturamento, no segmento de logística.

Com a abertura do capital na Bolsa de Valores de São Paulo no início deste ano, a operadora informa que registra crescimento nos últimos dez anos de 26% ao ano. A estratégia da empresa para continuar crescendo na logística, agora, é investir também na infra-estrutura, para superar gargalos e viabilizar a intermodalidade.

Com base em um acordo com a MRS Logística, a Júlio Simões investiu R$ 55 milhões em um centro logístico intermodal em Itaquaquecetuba, na região de São Paulo, às margens da rodovia às margens da rodovia Ayrton Senna (que liga a capital paulista ao Vale do Paraíba) e dos trilhos operados pela MRS, que levam ao porto de Santos e se estendem aos Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. A ligação com a linha ferroviária da MRS está em fase de conclusão.

O centro logístico está em um terreno de, aproximadamente, 500 mil metros quadrados, e um dos módulos desse empreendimento, de 13 mil metros quadrados, já entrou em operação em agosto, com a movimentação de chapas e bobinas de aço da Usiminas, que usará esse módulo para armazenagem de sua carga com rumo ao porto de Santos.

"Temos um plano diretor para a construção de terminais intermodais para compartilhamento de cargas em área de 120 mil metros quadrados", diz Veloso. Segundo ele, o centro intermodal desenvolverá variados tipos de serviços, que podem ser desde a armazenagem simplesmente até mesmo a montagem industrial de produtos que se destinam ao abastecimento do mercado internacional, utilizando o fluxo de transporte rodoferroviário dirigido ao porto de Santos.

A expectativa é de que o centro logístico intermodal movimente cerca de 60 mil toneladas por mês até dezembro deste ano, e chegue até 80 mil toneladas ainda no primeiro semestre de 2011.

 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O que os ricos sabem e não contam

Por que os ricos são ricos? O que significa a riqueza, apenas ter muito dinheiro? Os ricos gostam de compartilhar o que sabem? Rico ganha dinheiro sozinho? Quais são as melhores técnicas para se tornar uma pessoa rica? Estas são algumas questões abordadas por Brian Scher, Bacharel em Marketing, pela University of New South Wales, consultor e palestrante nos EUA, Canadá, Nova Zelandia e Austrália.

Scher apresenta 3 provocações no início da obra. Em primeiro lugar, induz o leitor a refletir sobre o que são riquezas? O que os ricos fazem? Como os ricos lidam com o dinheiro? E estabelece um ponto de vista que norteia todo o livro: o dinheiro deve ser visto como o que é: uma ferramenta. Quanto mais dinheiro você possui, mais consegue fazer. Para começar, porém, você deve entender que o dinheiro é apenas um meio, e não um fim em si.

O segundo aspecto é sobre o que torna uma empresa ou alguém bem-sucedido: empresas e pessoas alcançam o sucesso porque trabalham bem os aspectos básicos. Contrariamente a muitos livros sobre enriquecimento, o autor situa a singularidade de sua obra, afirmando que este não é um livro para quem está à procura de riqueza instantânea. A riqueza exige equilíbrio entre todos os aspectos da vida. A terceira provocação é quando ele relaciona as cinco maneiras de ganhar dinheiro: roubar ou ludibriar alguém; herdar - poucos têm esta “sorte”; investir, alcançando elevadas taxas de retorno; trabalhar, trabalhar, trabalhar, e, por fim, entrar no mundo empresarial. Se você investir 40 mil em um banco, esse dinheiro pode crescer entre 4% e 20% ao ano. No mercado de ações você obtém retorno de 20% a 30%, mas se investir a mesma quantia na sua empresa, o lucro pode passar de 100%. Se você quer enriquecer, aplique o dinheiro na sua empresa.

A partir daí, o texto discorre longamente sobre atitudes e comportamentos que você deve ter ao iniciar seu caminho rumo à riqueza, sendo um empresário. Scher faz afirmações contundentes, como você jamais enriquecerá trabalhando para os outros, defendendo o argumento de que a melhor maneira de enriquecer é tendo o seu próprio negócio.

E para iniciar seu negócio, você deve identificar como sua empresa vai ganhar dinheiro. A resposta a esta questão é descobrir o que exatamente fazer por alguém de modo que este alguém sinta-se motivado a lhe pagar por aquilo. É preciso entender a razão verdadeira e fundamental pela qual as pessoas vão lhe dar dinheiro. As pessoas vão lhe pagar se você lhes fizer o seguinte: conseguir que ganhem ou economizem dinheiro; economizar o tempo delas; fornecer-lhes comida, abrigo ou roupas; proporcionar-lhes segurança ou conforto; oferecer-lhes lazer ou entretenimento, afeto, amizade ou aceitação; facilitar status, prestígio ou respeito próprio; agregar valor à vida delas. Lembrando que são mais numerosas as empresas que fracassam do que as bem-sucedidas, Sher aponta o principal fato de que em seu planejamento e na implementação, porém, muitas se esquecem de um elemento essencial: como atrair e manter os clientes. Para evitar este erro, tão comum, sua empresa deve identificar, de forma precisa, de que maneira ela vai servir ao cliente, de que maneira vai agregar valor àqueles que vão remunerar seus serviços e cobrir os custos de sua operação.

Conhecimento constitui outro fator que leva as pessoas e empresas “pra cima”. Se você estuda a vida de pessoas bem-sucedidas, vai descobrir que todas guardam um segredo: aprendizagem - não somente adquirir conhecimento como também compartilhar o que aprenderem ajuda as pessoas a crescerem. Além do conhecimento, para enriquecer, você precisa de algo muito mais valioso do que o dinheiro. Você enriquece quando ajuda alguém a conseguir o que quer. Torne-se uma pessoa maníaca por servir aos outros. “Serviço” não significa “subserviência”. Servir é encontrar um meio de atender aos interesses e às necessidades do outro.

Enfim, os ricos são ricos por que não pensam somente em ganhar dinheiro, compartilham seus ganhos com os outros, compartilham aquilo que sabem, têm plena consciência de que não vão ganhar dinheiro sozinho, mas, o ponto de partida é viver de acordo com fundamentos pessoais sólidos leva à verdadeira riqueza. Ele cita Mandela como um exemplo disto, pois permaneceu na cadeia durante vinte e oito anos, tornando-se um símbolo mundial da opressão do apartheid. Apesar das tremendas dificuldades enfrentadas, ele manteve valores e a certeza otimista de que, no fim, tudo daria certo. Siga seus princípios, que no final, vai dar certo.

Obs. Artigo sobre o livro “O que os ricos sabem e não contam” do autor Brian Sher.

Fonte: http://www.leiturasconectivas.com.br/v01/index.php?option=com_content&view=article&id=226:o-que-os-ricos-sabem-e-nao-contam&catid=23:artigos-publicados&Itemid=20

 

 

MAN e Scania admitem negociação para fusão

Fonte: Valor Econômico, 16/11/2010

                              

A fabricante de caminhões alemã MAN e a sueca Scania estão negociando uma possível fusão de suas operações, anunciou a Scania ontem. Ambas afirmaram que nenhuma decisão foi tomada até o momento, reagindo a informações na mídia de que a Volkswagen, que detém participação nas duas montadoras, estaria buscando uma nova estratégia para seu negócio com caminhões.

Jornais europeus publicaram que a Volks planeja elevar a fatia na Scania para entre 75% e 80% e, depois, transferir sua participação de cerca de 30% na MAN para a empresa sueca. A MAN afirmou estar em conversações "mutuamente amistosas" com a Scania. A companhia sueca disse que ambas vêm discutindo possíveis projetos de sinergias em pesquisa e desenvolvimento, produção e distribuição.

Localizada em Resende (RJ), a antiga fábrica da Volks foi reestruturada para receber a produção de modelos MAN, que começarão a ser vendidos no primeiro semestre de 2011. Nos dez primeiros meses de 2010, a MAN foi líder no mercado brasileiro de caminhões, com 37,5 mil unidades. A Mercedes, maior produtora do país, vendeu 34,4 mil caminhões no mercado doméstico. A Scania, que só vende extra pesados, somou 760 unidades até outubro. As vendas da MAN no período aumentaram 53%, ante 48% da Mercedes. Mas o mercado avançou mais, num total de 58,5%. (Com Marli Olmos, de São Paulo)

 

Saiba como conservar os pneus de seu caminhão

Confira as dez dicas que podem te ajudar a evitar acidentes e garantir uma viagem mais econômica e sem transtornos

12/11/2010, Victor José, do Portal Transporta Brasil

De acordo com dados divulgados pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) cerca de 10% dos acidentes de caminhões são causados por deficiência na calibragem dos pneus. Para evitar imprevistos nas viagens, confira dez dicas que ajudam a prolongar a vida útil dos pneus dos caminhões:

• É recomendável que seja verificado toda semana o nível de pressão do ar dos pneus para não forçar a banda de rodagem. O baixo nível faz o consumo aumentar até 6% nos caminhões. Vale ressaltar que para cada peso existe um nível de pressão adequado. Já andar com o pneu muito cheio pode causar desgaste excessivo na banda central, o que diminui sua vida útil;

• Para prevenir desgaste prematuro e redução da vida útil do pneu, verifique se eles estão no lado correto de rodagem;

• Verifique se os pneus e rodas têm o mesmo diâmetro e medidas;

• Examine o alinhamento das rodas;

• Faça o balanceamento dos pneus constantemente, o que evita o desgaste irregular;

• Calibre o estepe, principalmente se modificar a pressão conforme o tipo de carga;

• Não deixe a saída do escapamento próxima ao pneu, pois o calor excessivo pode causar desgaste irregular na borracha;

• Mantenha os pneus e rodas limpos, livres de graxa e sujeira;

• Cuidado com a recapagem. Este procedimento pode ser feito, no máximo, até duas vezes sobre o mesmo pneu;

• Se o pneu não pode ser mais utilizado ele deve ser levado para um local de reciclagem ou recuperadores para ser triturado servindo de matéria prima para outras finalidades.

sábado, 13 de novembro de 2010

Petrobras, Camargo, Cosan e Odebrecht se unem para transportar etanol

Rafael Rosas | Valor

12/11/2010 20:27

RIO - A Petrobras aprovou a assinatura de um termo de compromisso de associação com a Camargo Correa Óleo e Gás; a Copersucar; a Cosan; a Odebrecht Transport Participações (OTP); e a Uniduto Logística para estabelecer uma associação, formando uma empresa fechada de capital autorizado para o desenvolvimento, construção e operação de um sistema logístico multimodal para transporte e armazenagem de líquidos, com ênfase em etanol.

O acordo é resultado de estudos preliminares conjuntos da PMCC Soluções Logísticas de Etanol, que tem como acionistas a Petrobras e a Camargo Correa; Uniduto e OTP, visando à implementação de um único projeto de transporte e armazenagem de etanol.
O capital social da nova companhia será, inicialmente, de R$ 100 milhões, composto exclusivamente por ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal. Copersucar, Cosan, OTP e Petrobras terão 20% de participação, cada, enquanto Camargo Correa e a Uniduto terão fatias de 10%.

“As partes estudarão o modelo societário e fiscal mais adequado e definirão em 60 dias a forma mais eficiente de associação, garantindo a continuidade dos projetos que estão sendo conduzidos pela PMCC. A associação será efetuada através de uma nova sociedade ou através da PMCC com a incorporação dos novos sócios”, diz a nota divulgada pela Petrobras.

(Rafael Rosas | Valor)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Joint venture com Shell será definida até dezembro, diz Cosan

11/11/2010

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores do Grupo Cosan, Marcelo Martins, afirmou em teleconferência que a joint venture a ser criada com a união de operações da companhia e da Shell deve ser definida até dezembro deste ano, ante uma previsão inicial para o fim deste mês de novembro. Segundo ele, o grande volume de operações avaliado pela União Europeia (UE), que precisa autorizar o negócio, é o único empecilho para a formalização do acordo. "Interagimos de forma contínua com a União Europeia e olhamos para uma definição até dezembro", disse. "Não prevemos problemas para a união das operações da joint venture, que deve ocorrer até primeiro trimestre do próximo ano", afirmou.
Martins informou que o único negócio ainda pendente com a Shell é como ficará a operação de varejo do açúcar no Brasil, onde a Cosan é líder nacional, com marcas como União e Da Barra. "Se o negócio ficar na joint venture, a nova empresa irá licenciar as marcas e pagará por isso; se ficar com a Cosan, a companhia pagará um valor pelo negócio, ainda não definido", disse.
O diretor reafirmou que a marca Esso de combustíveis será mantida nos postos da Cosan até 2013, quando termina o contrato com a norte-americana Exxon e que após esse período "há uma mobilidade maior para migrar para a marca Shell". A informação já havia sido antecipada pelo empresário Rubens Ometto, presidente do conselho da Cosan, em setembro, à Agência Estado.
Martins admitiu, ainda, que as discussões para a formação da joint venture entre Cosan e Shell paralisam possíveis anúncios de novos negócios, principalmente do setor sucroalcooleiro e de combustíveis e lubrificantes. Segundo ele, após a finalização do negócio, o braço de combustíveis deve ter um crescimento orgânico ou por meio de aquisições.
Já na produção de açúcar e álcool, Martins acredita ser "possível que a gente volte considerar projetos de greenfield (construção de novas usinas) obviamente no nível de retorno comparado com as aquisições", explicou. A companhia tem projetos paralisados de greenfields em Goiás, onde já tem uma unidade em funcionamento.
Por fim, o executivo informou que a perda de competitividade do dólar ante o real no Brasil é compensada com as fortes altas no preço do açúcar na Bolsa de Nova York (ICE Futures) e que, nesse cenário, a Cosan não te perspectiva de investir em unidades sucroalcooleiras fora do Brasil. "Mas isso será também avaliado pela nova empresa", concluiu.

 

Por Agência Estado - (AE

 

Petrobras investe R$ 56,5 bilhões até setembro

Sex, 12 de Novembro de 2010

Plataforma da Petrobras: investimentos cresceram 11% no acumulado do ano

São Paulo - A Petrobras encerrou setembro com investimentos acumulados no ano de 56,5 bilhões de reais. O montante é 11% maior que a do mesmo período do ano passado. A maior fatia, 24,077 bilhões, continuou a ser absorvida pela área de exploração e produção. A cifra é 4% maior que a do período comparado.
Os recursos alocados para a área de abastecimento, contudo, foram os que mais cresceram. Na comparação, os 20,582 bilhões de reais destinados a essas atividades representam um incremento de 94%. A conta foi puxada pelo programa de modernização da frota de navios da Transpetro, pelas obras da refinaria Abreu Lima e pela petroquímica de Suape que, em agosto, entrou na fase pré-operacional para produção de fios e poliéster.
Seguindo a estratégia anunciada anteriormente, a Petrobras continuou desacelerando os planos no exterior. Os investimentos em outros países caíram 38% e chegaram a setembro com um acumulado de 3,383 bilhões de reais.
Outro mercado que registrou queda nos investimentos foi o de gás e energia. Os 3,650 bilhões de reais aplicados na área até setembro representam um recuo de 19% sobre o mesmo período do ano passado.

Fonte: EXAME.com/Márcio Juliboni

 

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Lucro da Cosan avança 153,6% e alcança R$ 439,7 milhões

Brasil Econômico, 11/11/10 08:53

No segundo trimestre fiscal de 2011 a companhia registrou resultado líquido de R$ 439,7 milhões. O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi recorde, de R$ 796,7 milhões.

O Ebitda da companhia foi 124% superior ao mesmo trimestre do ano passado.

A receita líquida da companhia chegou a R$ 4,7 bilhões no intervalo, valor 31,9% maior, devido ao crescimento em todas as unidades de negócio tanto em termos de aumento de capacidade quanto em volume vendido e serviços prestados.

No trimestre, foram processadas 23,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, o que representa um aumento de 25% frente ao mesmo período em 2009. Desse total, 45,7% corresponde a cana própria.

Também houve incremento no preço do produto no mercado internacional, resultando em preços médios 11,2% maiores. No mercado nacional, o preço se manteve estável.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Integração modal é desafio

Fonte: Diário do Nordeste, 9/11/2010

Mucuripe (AM) – Em meio às obras de dragagem e de ampliação dos portos do Mucuripe e do Pecém, respectivamente, que quando prontas irão aumentar em até 30% a capacidade de movimentação nos dois terminais portuários, eis que novo desafio surge no Ceará: a integração entre os modais de transporte marítimo e rodoferroviário. Esta integração é uma condição básica para fazer fluir como maior velocidade e competitividade o novo volume de cargas que passará a chegar e sair do Estado.

“A dragagem precisa de outras obras nos modais ferroviário e rodoviário. É preciso escoar essa movimentação de carga, tanto na chegada quanto na saída”, ressalta o presidente da Companhia Docas do Ceará (CDC), Paulo André Holanda.

Projeto

Para minimizar o problema de logística, tão crítico quanto a estrutura dos portos brasileiros, Holanda confirma a existência de um projeto para ampliação da bitola do ramal ferroviário Acarape-Mucuripe.

Orçada em R$ 300 milhões, a substituição da bitola do referido ramal é, segundo o presidente da Docas, essencial para interligar o Porto de Fortaleza à Ferrovia Transnordestina, que está sendo executada em bitola larga, o que possibilita o transporte de vagões maiores.

Sem a ampliação do ramal Acarape-Mucuripe o transporte de cargas do Porto do Mucuripe, que hoje é feito em bitola métrica menor, ficaria prejudicado. E passaria a perder competitividade, inclusive, com o Porto do Pecém, que recebe atualmente a construção de um terminal de múltiplo uso (Tmut) e que deve ser interligado à ferrovia Transnordestina.

Seminário

Esse é um dos temas que irá ser discutido no V Seminário SEP de Logística e Feira de Tendências de Logística do Norte/ Nordeste, que transcorrerá em Fortaleza, entre os dias oito e 11 de dezembro próximo, no Centro de Negócios do Sebrae. O lançamento do seminário será presidido pelo ministro chefe da Secretaria Especial dos Portos, Pedro Brito, às 9 horas de hoje, no Salão Iracema do Marina Park Hotel, em Fortaleza.

Na oportunidade, o ministro fará um balanço das obras portuárias em andamento no País, notadamente no Ceará, falará sobre a importância do incremento da logística e deverá dar maiores detalhes sobre investimentos públicos e privados, estimados em R$ 30 bilhões, previstos para o setor, nos próximos cinco anos no Brasil.

Segundo a organização do seminário, a palestra magna “Oportunidades de Financiamento para Infraestrutura do Norte e Nordeste” será proferida pelo professor e presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Está confirmada também, a presença da palestrante francesa Pauline Dubois, da Comunidade Urbana de Dunkerque.

O seminário, que irá reunir representantes de todos os elos da logística, pretende fomentar discussões e debates sobre comércio exterior, infraestrutura e logística, com autoridades no assunto, especialistas e técnicos. Será oportunidade também para debater formas eficientes para a melhoria da produtividade de toda a cadeia do setor exportador e importador.

Tendências

A feira de tendências vai funcionar como um show room para o setor, onde serão expostos equipamentos e máquinas e serviços utilizados ultimamente nos principais portos brasileiros.

Até semana passada, 14 empresas ligadas à logística já haviam confirmado presença, número que tende a crescer com a aproximação da data de realização do evento. Para o seminário está sendo esperado público em torno de mil pessoas e na feira, de 400 visitantes.

Docas do Ceará

Desde o dia 29 de setembro, duas dragas com capacidade para 5 mil metros cúbicos (m³) e 13 mil m³ de areia estão trabalhando em Fortaleza na dragagem do Porto do Mucuripe.

A empresa vencedora da licitação, e responsável pela obra, é a brasileira Bandeirantes, do Rio de Janeiro, que tem o prazo de dez meses para concluir o serviço. Mas o prazo deve ser antecipado. A empresa pretende concluir o serviço até o final do ano. O presidente da Companhia Docas do Ceará, Paulo André Holanda, acredita que até fevereiro o porto estará com a dragagem pronta.

Com a obra de dragagem, os berços de atracação vão ficar mais profundos. Deixam de ter 10,5 metros e passarão a ter 14 m. Assim, o porto passará a receber navios maiores.

A areia retirada está sendo depositada em alto mar, próximo ao Pirambu e, numa segunda fase, o material será colocado numa área na altura da praia do Náutico.

Toda a obra de dragagem é acompanhada por um monitoramento ambiental feito por técnicos do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), da Universidade Federal do Ceará (UFC). Ao todo vão ser retirados 6 milhões de m³ de sedimentos.

Segundo Paulo André, o movimento no porto aumentará ainda mais. “Com a dragagem, o movimento no Porto do Mucuripe vai receber um incremento de 30%.” O presidente da Companhia Docas falou também da importância em dar suporte a esse crescimento. “A dragagem precisa de outras obras nos modais ferroviário e rodoviário. É preciso escoar essa movimentação de carga, tanto na chegada quanto na saída”.

Pensando nisso, já existe um projeto para que o ramal ferroviário Acarape-Mucuripe possa trabalhar com vagões maiores. Seria uma ampliação da Transnordestina, que está sendo executada em bitola larga, o que possibilita o transporte de vagões maiores. O ramal Acarape-Mucuripe, que hoje é feito em bitola métrica (menor), ficaria prejudicado. O projeto de R$ 300 Mi prevê a troca para a bitola larga, e assim o transporte de cargas do Porto do Fortaleza seria ampliado.

 

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Randon obtém lucro recorde com alta de transporte de carga

Fonte: Valor Econômico, 9/11/2010

                               

Favorecido pela expansão do segmento de transporte de cargas, além do aumento dos investimentos públicos e privados em áreas como construção civil e infra-estrutura, o grupo Randon obteve resultado trimestral recorde de julho a setembro, disse ontem o diretor de relações com investidores, Astor Schmitt. De acordo com ele, a empresa apurou lucro líquido consolidado de R$ 66,8 milhões no período, com alta de 147% sobre o mesmo intervalo de 2009.

A fabricante de reboques e semirreboques rodoviários, vagões ferroviários, veículos especiais e autopeças obteve receita líquida consolidada de R$ 984,2 milhões no trimestre, com alta de 65,5%, enquanto a margem bruta avançou de 24% para 25,6% apesar do aumento dos preços das matérias-primas, em especial o aço. Segundo Schmitt, o grupo também conseguiu reajustar as tabelas e fez um "gerenciamento adequado" dos custos. O lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações (lajida) cresceu 114% no trimestre e alcançou R$ 146,7 milhões.

No acumulado dos nove meses, a Randon registrou receita líquida consolidada de R$ 2,7 bilhões, com expansão de 53% sobre o mesmo período de 2009, e lucro líquido de R$ 170,9 milhões, com alta de 74%. O crescimento já havia levado a companhia, em agosto, a rever de R$ 2,8 bilhões para o recorde de R$ 3,4 bilhões a projeção de receita líquida consolidada para todo o ano.

De acordo com o diretor, a retomada "vigorosa" dos negócios depois dos efeitos negativos provocados pela crise econômica mundial durante o exercício de 2009 chegou a surpreender o grupo. A expansão foi puxada pelo mercado interno, que registrou crescimento de 71% na receita bruta total (sem eliminação de vendas entre controladas) no trimestre, para R$ 1,4 bilhão, enquanto as exportações avançaram 49% em dólares, para US$ 66,5 milhões, e 39% em reais, para R$ 116,5 milhões.

De julho a setembro a empresa ampliou em 59% as vendas físicas de reboques e semirreboques rodoviários, para 6,5 mil unidades, enquanto no acumulado dos nove meses a expansão foi de 39%, para 16,9 mil implementos. Segundo Schmitt, as encomendas em carteira correspondem a cerca de quatro meses de produção e o nível de utilização da capacidade instalada de 120 equipamentos por dia já supera os 90%.

Para suportar o crescimento da produção e das vendas nos próximos anos a Randon também está preparando um novo plano quinquenal de investimentos. O diretor não fixa prazos, mas a expectativa do mercado é que o pacote seja anunciado no início de 2011. O último programa quinquenal de aportes do grupo foi executado de 2005 a 2009 e chegou a R$ 800 milhões.

 

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Mercado de caminhões tem salto de 47,20%

Fonte: O Tempo – MG, 8/11/2010

 

Mercado de caminhões tem salto de 47,20% A venda de caminhões surpreendeu. No acumulado de janeiro a outubro deste ano, foram 125.572 caminhões, contra 85.309 caminhões no mesmo período de 2009, numa alta de 47,20%. De setembro para outubro, o segmento também apresentou evolução, de 2,04%. Foram negociadas 13.503 unidades em outubro, ante 13.233 no mês anterior.

Para ônibus, as vendas evoluíram 26,91% comparando os acumulados deste ano com os de 2009, passando de 18.105 para 22.977 unidades. Já o resultado de setembro para outubro foi negativo. Foram negociadas 2.068 unidades, contra 2.401 unidades, numa retração de 13,87%. O volume de vendas de motos aumentou 9,80% na comparação entre os acumulados de 2009 e 2010, saltando de 1.318.670 unidades para 1.447.950 unidades. De setembro para outubro deste ano, o setor de duas rodas registrou queda de 6,55%, diminuindo de 160.414 unidades para 149.905.

No que se refere à disputa de mercado entre as montadoras, marcas como a francesa Citröen têm uma projeção de crescimento de 30%. A diretora da Citröen em Belo Horizonte, Daniele Fernandes, afirmou que o lançamento do Aircross, fabricado no Brasil com preços a partir de R$ 57 mil, veio agregar venda. "Não vai canibalizar nenhum outro produto da nossa gama", explicou. Em Belo Horizonte, a marca representa 1,5% do mercado com as duas concessionárias. Ela vai abrir outra concessionária em Contagem neste ano.

Fechamento - Brasil. Os fabricantes prevêem vendas de 3,6 milhões de veículos neste ano. Assim, o Brasil se consolidará como o quarto mercado mundial. Ficará atrás somente da China, Estados Unidos e Japão.

 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Brasil vê 1º carro movido a etanol e eletricidade

Energias alternativas, Sex, 05 de Novembro de 2010 07:11

Montadora Obvio!, vendida ao fundo inglês Capadoccia, apresenta nesta 6ª feira no País seu carro equipado com motor desenvolvido na Inglaterra

SÃO PAULO - O governo Lula deve deixar para a equipe da presidente eleita Dilma Rousseff o programa de incentivo aos veículos elétricos e híbridos. Após idas e vindas, com direito até a evento de anúncio suspenso cinco minutos antes do horário previsto – em maio –, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se posicionou sobre um projeto nacional.
Em visita na semana passada ao Salão do Automóvel em São Paulo, Lula entrou em alguns dos 20 modelos híbridos e elétricos expostos no evento e ainda ganhou, em regime de comodato, um Ford Fusion híbrido, movido a gasolina e eletricidade.
Mas, enquanto a definição do programa não vem, grupos empresariais antecipam anúncios de projetos por acreditarem que o Brasil precisa estar na rota da eletrificação veicular. Nesta sexta-feira à noite, em evento no Consulado Britânico, em São Paulo, o grupo inglês de investimento Capadoccia, que recentemente adquiriu a empresa brasileira Obvio!, apresenta o 828H, minicarro híbrido que terá eletricidade gerada por um motor a etanol.
É o primeiro motor com essa tecnologia no mundo. Até agora, os modelos disponíveis em diversos países operavam com gasolina ou diesel. O propulsor foi desenvolvido na Inglaterra, com ajuda de engenheiros brasileiros. É um motor de alta eficiência que vai gerar energia para carregar a bateria elétrica, que também pode ser carregada na tomada. Se fosse vendido hoje, o 828H custaria entre R$ 150 mil e R$ 200 mil.
O evento é dirigido a um grupo de 200 pessoas, a maioria empresários britânicos que atua no País e também pilotos e organizadores da Fórmula 1. É a primeira vez que o carro, já visto em salões nos EUA, será mostrado em um evento no País. "Temos grande interesse no desenvolvimento de tecnologias para diminuir os níveis de emissão de carbono", diz John Doddrell, cônsul em São Paulo.
Será lançado durante o evento um sistema de geração de energia sem fio desenvolvido pelo grupo Halo. O Capadoccia anuncia ainda parceria com a Gevco, empresa pertencente ao grupo inglês Lotus, que está desenvolvendo uma família de carros elétricos, um deles compacto para quatro pessoas, chamado de e-City. Futuramente, o modelo também poderá ser fabricado no Brasil a preços bem mais competitivos que o 828H, diz Ricardo Machado, presidente da Obvio!.
"Aguardamos a decisão do governo sobre um programa de incentivos à eletrificação", informa Machado. Os governos de todos os países que estão lançando carros elétricos oferecem incentivos para a compra.
O Capadoccia tem planos de montar uma fábrica no Brasil, mas, sem medidas governamentais, poderá ir para o México.

Fábrica

Outra iniciativa é a do empresário Eike Batista, da EBX. Ele anunciou que vai construir uma fábrica de carros elétricos no Porto do Açu, no Rio de Janeiro. Disse que já existem negociações com fornecedores de tecnologia japoneses e europeus e que a idéia é iniciar a produção em até quatro anos. O investimento estimado é de US$ 1 bilhão.
Mais uma empresa a manifestar interesse foi a Oxxor Motors, que assinou acordo de intenções com a Prefeitura de Campo Largo (PR). A Mitsubishi do Brasil mostrou em várias eventos e também ao presidente Lula um compacto elétrico feito pela marca no Japão, o i-MiEV e não descarta a produção local no futuro.
No Consulado também serão expostos modelos de alto luxo das marcas inglesas Aston Martin, Mini, Jaguar e Land Rover.

Fonte:Cleide Silva, de O Estado de S. Paulo

 

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Más condições elevam preço do frete

Valor Econômico   

28.Out.10

Jane Soares


Como estão as estradas brasileiras, por onde trafegam mais de 60% da carga transportada neste país? A palavra final vem da pesquisa 2010 da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Na 14ª versão do estudo, o levantamento de toda a rede pavimentada federal e das principais rodovias estaduais se estendeu por cerca 91 mil km. O trabalho mostra que 14,7% delas podem ser consideradas ótimas e 26,5% boas - no ano passado, esses índices eram de 13,5% e 17,5%, respectivamente. As regulares foram de 45% em 2009 para 33,4% agora, Por outro lado, comprova um aumento das estradas ruins, de 16,9% (2009) para 17,4% em 2010, e das péssimas, de 7,1% para 8%.
Na avaliação de Clésio Andrade, presidente da CNT, a melhora é reflexo dos investimentos realizados pelo governo Lula. Segundo o Instituto de Economia Aplicada (Ipea), os recursos destinados ao setor de transporte passaram de uma participação de 0,38% do Produto Interno Bruto (PIB) em 1999 para 1,15% em 2008. Mas o crescimento foi puxado pela iniciativa privada. Nesse período, os órgãos públicos investiram entre 0,1% e 0,2% do PIB. Já inversões privadas cresceram de 0,24% para 1,05% do PIB. E não se pode esquecer que a malha viária nacional ainda tem cerca de 1,4 milhão de km em pavimentação, como cita o Plano de Logística 2008 da própria CNT.
Do total pesquisado, 76.393 km - 84% - estão sob gestão publica. O restante é administrado por concessionárias. A melhora ocorreu em praticamente todos os parâmetros. Os pontos críticos - como buracos grandes ou erosão das pistas - passaram de 193 em 2009 para 109 neste ano, redução de 43,5%. Os trechos com pavimento e sinalização considerados ótimos ou bons aumentaram 8,3 pontos percentuais e 5,7 pontos percentuais, respectivamente.
As disparidades regionais são enormes. Na região Norte, as estradas classificadas como boas ou ótimas representam só 15,9% do total, o menor do país, embora tenha ocorrido uma melhora substancial. Eram 6,4% em 2009. A média nacional é de 41,2%. Na região Sul, o índice é de 59,1%. Em relação às ruins ou péssimas, a malha viária nortista disparou de 40% para 54,8% do total, o pior do Brasil. No Sul, as vias nessas condições representam 14,1%.
O avanço dos últimos anos nas condições das estradas é inegável. "Mesmo assim, o transporte de carga no Brasil é uma 'aventura rodoviária'. Ainda temos uma enorme malha sem pavimentação e boa parte das vias pavimentadas encontra-se em condições precárias, comprometendo a rentabilidade das transportadoras", comenta Flávio Benatti, presidente da Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística (NTC&Logística). Essa situação impacta o preço dos fretes.
Segundo Neuto Gonçalves dos Reis, mestre em engenharia de transporte e assessor técnico da NTC&Logística, estradas em más condições obrigam os veículos a reduzir a velocidade e realizar um número menor de viagens. Como os custos fixos (como depreciação e salários) permanecem inalterados, a viagem fica mais onerosa. As despesas variáveis também aumentam. Andando mais devagar, os caminhões gastam mais combustível, pneus, peças.

 

Refinaria do CE será ´crucial´ para o pré-sal

Qui, 04 de Novembro de 2010 06:19

Com cinco novas refinarias instaladas até 2015, refino passará a ser de cerca de 3,5 milhões de barris/dia

A refinaria do Ceará, assim como a do Maranhão, será "crucial" para o pré-sal. Desta vez, a fala não é de nenhum político cearense, mas sim da presidente eleita Dilma Rousseff (PT), que citou as três refinarias previstas para o Nordeste - do Ceará, do Maranhão e de Pernambuco - durante a entrevista coletiva que deu ontem ao lado do presidente Lula da Silva.
Segundo a presidente eleita, as refinarias Premium do Ceará e do Maranhão são cruciais para o pré-sal porque o País não pode ser exportador de óleo bruto. "Porque se a gente for exportador de óleo bruto, nós vamos perder muito dinheiro. Nós temos que ter duas refinarias Premium, não por uma mania de grandeza, como algumas vezes a oposição falou da Petrobras, mas por uma estratégia", disse. Em maio de 2010, a capacidade total de refino da empresa, era de 2,2 milhões de barris diários. Segundo a Petrobras, com cinco novas refinarias instaladas até 2015, passará a ser de cerca de 3,5 milhões de barris/dia. O começo da operação da refinaria do Ceará (Premium II) está previsto para 2017, com capacidade para refinar 300 mil barris por dia. "Você tem que refinar porque quando se refina, o preço do petróleo sobe mais que proporcionalmente ao custo do refino e te permite entrar em uma outra área, delicadíssima, que chama-se petroquímica. Que, aí, o ganho é acima de mil por cento. E todo o desenvolvimento de todo país do mundo é petroquímico-dependente", acrescentou a presidente eleita.
Dos investimentos previstos pela Petrobras para refino e petroquímica entre 2010 e 2014, cerca de US$ 73,6 bilhões, 50% são para a ampliação do parque de refino no País. Novas refinarias, qualidade do combustível e modernização somam 70% do total dos investimentos para o período. Os dados são do plano de Negócios da Petrobras 2010-2014.
Com a construção das novas unidades de refino até 2015, a Petrobras pretende atender à totalidade da demanda, com grande superávit exportável. No Nordeste, estão previstas as refinarias de Abreu e Lima, em Pernambuco, com início em 2013, e Premium I, no Maranhão, a partir de 2014. A primeira terá capacidade para refinar 230 mil barris/dia e a segunda, capacidade para 300 mil barris/dia na primeira fase e outros 300mil/dia na segunda fase.

Exploração

O Ceará também será beneficiados com recursos para exploração de dois novos poços em águas profundas. Devem ser investidos nessa atividade até R$ 350 milhões até 2014, dos quais R$ 200 milhões apenas em 2011. A Petrobras não confirma a localização exata dos novos poços, mas o Diário do Nordeste apurou que as perfurações em águas profundas serão nos campos de Xaréu e de Espada, ambos em Paracuru (a 87,90 quilômetros de Fortaleza).
Estimativas extra-oficiais dão conta de que desde o início das perfurações até a plataforma ser entregue para a exploração são gerados cerca de dois mil empregos diretos e indiretos (em cada plataforma). Destes, entre 80 e 90 seriam empregos diretos. Esse cálculo leva em conta serviços como transporte e alimentação.
De acordo com uma fonte não oficial, há possibilidade de que em Xaréu a exploração acabe resultando não só em uma nova plataforma, mas em um novo campo de petróleo. O local a ser explorado em Xaréu ficaria a cerca de 15 milhas náuticas de Paracuru, a aproximadamente 28 km do município. Os últimos investimentos em exploração de petróleo no Ceará haviam sido no início da década de 1990, no campo de Atum. No Ceará, há nove plataformas, em quatro campos petrolíferos. Todos estão no litoral de Paracuru: Curimã (duas plataformas), Espada (uma plataforma), Atum (três plataformas) e Xaréu (três plataformas).

Fonte: Diário do Nordeste (CE)CRISTIANE BONFIM

 

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Redes programam logística para a demanda

Fonte: DCI, 3/11/2010

SÃO PAULO - Com forte expectativa de crescimento das vendas em 2011, grandes redes varejistas começam a ampliar seus serviços e preveem abertura de novos centros de distribuição (CD), como a rede de farmácias Pague Menos, que anunciou a abertura de um novo CD no sudeste, com meta de melhorar o atendimento na região. Além dela, a rede de lojas Havan afirma investir em um megacomplexo que envolverá também uma parte de armazenamento para melhorar a distribuição. No ramo supermercadista, para turbinar os estoques o Grupo Pão de Açúcar (GPA) afirma ter investido na aquisição de novos equipamentos para seu CD.

Majoritária no norte e no nordeste, a rede Pague Menos espera expandir seus negócios no mercado do centro-oeste, sul e sudeste brasileiro, e prepara um novo CD. "Ainda estudamos se o novo CD será em Minas Gerais, Rio de Janeiro ou outro estado, mas será na região", afirmou Deusmar Queirós, presidente do grupo.

O novo CD terá capacidade instalada para atender 300 lojas e deverá ter 15 mil m². "Logística para o interior dos estados é difícil, por isso é necessário um CD ainda mais perto", afirmou. O novo centro de distribuição também atuará em uma melhora no segmento de comércio eletrônico (e-commerce) do grupo. "Já atendemos com e-commerce, mas, até por termos o outro CD em Fortaleza [CE], nem sempre podemos atingir todos os locais do País. Com a chegada do novo CD teremos uma ampliação de atendimento e uma agilidade em entrega", afirmou o executivo, que continuou: "Quando você precisa de um remédio, você precisa na hora, não dá para esperar três dias, como no e-commerce de DVDs."

Hoje, a rede farmacêutica possui um CD em Fortaleza já com cerca de 60% da capacidade instalada em uso. "Com a demanda restante no CD de Fortaleza daria para abastecer todo o Brasil, mas precisamos estar mais perto da rede varejista, por isso a abertura de um novo CD é mais estratégica", disse Queirós.

"Apostamos e queremos muito crescer em todo o sudeste, centro-oeste e sul do País. O novo CD virá para mostrar que temos confiança nesse mercado e esperamos um 2011 ainda melhor, em que a capacidade instalada será muito usada", declarou ele.

Supermercados

Também de olho nas vendas de 2011, o Grupo Pão de Açúcar mira a aquisição de 89 transpaleteiras da marca americana Crown, distribuída no Brasil pela Commat Comércio de Máquinas. "Como temos as melhores expectativas para 2011, é natural que nos preparemos da melhor forma possível", afirmou Hugo Bethlem, vice-presidente executivo do Grupo Pão de Açúcar.

A idéia é que as novas máquinas já estejam em uso em 2011 e que sirvam para potencializar e otimizar os serviços oferecidos pelo grupo. "Hoje a questão de logística é de suma importância para o bom desempenho de uma rede de supermercados. Desta forma, é preciso que a gente melhore o serviço à medida que cresce a demanda, que é o caso das nossas projeções para 2011", afirmou Bethlem.

De acordo com o executivo, o investimento é resultado do otimismo financeiro que o grupo tem para o Brasil. "Quando anunciamos a entrada de R$ 5 bilhões no Brasil nos próximos três anos [2010 a 2012] já prevíamos investimentos em aquisição de equipamentos, infraestrutura e logística", disse.

CD com benefícios

Para crescer e ganhar musculatura, a rede Havan, de eletrônicos, cama, mesa e banho, deu início no ano passado ao projeto de uma megaloja que envolve centro de distribuição. A proposta é ter ainda posto de gasolina e praça de alimentação, tudo às margens da BR -101, em Barra Velha (SC). A megaestrutura, que deverá ser entregue até dezembro, teve investimento de R$ 30 milhões e busca as vendas do verão de 2011.

A proposta da rede é criar no local um atrativo turístico a mais, e para isso pretende erguer uma réplica da Estátua da Liberdade com 52 metros de altura e equipada com um elevador. De acordo com Luciano Hang, diretor presidente da Havan, a Parada Havan - nome dado ao complexo - irá revolucionar o atendimento aos viajantes na rodovia, além de melhorar a logística com o novo CD.

Cosméticos

Recentemente, a Natura anunciou a expansão de seus modelos de produção e logística também com o objetivo de atender melhor a demanda a partir de 2011. O novo modelo apresentado pela companhia prevê a abertura de dois novos centros de distribuição no Brasil (Curitiba -PR e São Paulo -SP), e de dois centros de estocagem (hubs) e a ampliação do complexo-sede da Natura, em Cajamar (SP).

Com isso, a empresa deve encerrar 2011 com 14 CDs no País. "Queremos, mais que duplicar, triplicar a produtividade", disse o vice-presidente de Operações e Logística da Natura, João Paulo Ferreira.

Em outubro, a companhia inaugurou dois centros de distribuição que já estão em operação, em Uberlândia (MG) e Castanhal (PA). Já a abertura dos centros em Curitiba e São Paulo está prevista em junho e no último trimestre de 2011. Ainda no ano que vem, a empresa planeja ampliar os centros de distribuição em Mathias Barbosa (MG), Simões Filho (BA) e Jaboatão dos Guararapes (PE).

Sem revelar investimentos no novo modelo, Ferreira afirmou que os aportes serão feitos com recursos próprios. "Cremos que não há nenhuma intenção de captação de recursos", disse ele, acrescentando que os investimentos previstos integram o plano de R$ 250 milhões programado para este ano.