sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Falta energia para refinaria, diz Petrobras

Sex, 04 de Fevereiro de 2011 06:59

Com orçamento bilionário de US$ 13 bilhões, a refinaria do Nordeste (Rneste), também conhecida como Abreu e Lima, que está sendo construída pela Petrobras em Pernambuco, carrega parte do custo Brasil em seu investimento. Um exemplo disso é a falta de suprimento de energia elétrica para o empreendimento. Paulo Roberto Costa, diretor da área de abastecimento e refino da Petrobras, informa que a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), empresa do grupo Neoenergia - controlado pelo BB, Previ e Iberdrola -, não poderá fornecer os 230 megawatts (MW) que a instalação de refino precisará para funcionar.
Sem garantia de suprimento da distribuidora estatal, a Petrobras incluiu no projeto uma unidade de co-geração a partir do coque de petróleo para garantir a eletricidade. Com isso, a Rneste poderá funcionar todos os dia do ano sem interrupção. O diretor não informa quanto do orçamento será gasto em obras de infraestrutura mas adianta que somente a casa de força vai custar R$ 980 milhões.
"Vai ser o mesmo para o hidrogênio e o vapor. E quando dizem que o dólar por barril aqui é mais caro (do que no exterior), os analistas não levam em conta que lá fora não se precisa investir em nada disso", diz o diretor da estatal.
Costa também cita a construção da refinaria de Pernambuco para criticar o que considera pouco apetite pelo risco no Brasil, o que eleva o custo dos investimentos. "Lá não tem energia elétrica e quando bati na Celpe oferecendo um contrato para comprar 230 MW durante 24h, sete dias por semana e 365 dias por ano, durante 50 anos, a Celpe disse que não tinha como garantir os 230 MW o tempo todo", conta o diretor. "Eu falei [à Celpe) que agora também tinha um problema, porque não posso operar uma refinaria vagalume, que acende e apaga". O diretor da Petrobras apontou ainda obras como o enrocamento no porto de Suape como uma das que precisam ser feitas pela estatal.
Procurada pelo Valor, a Neonergia, dona da Celpe, enviou uma nota dizendo desconhecer qualquer negativa para fornecimento de energia para a refinaria da Petrobras. "A companhia assegura que está disponível para suprir toda a necessidade da planta industrial, que já está abastecendo (o empreendimento) com ligações provisórias para atendimento à obra e de seus fornecedores". A assessoria da Neoenergia também acrescentou que fechou contrato de fornecimento de 88 MW, o maior da empresa, para a Petroquímica Suape, também da Petrobras. A Petrobras informou que fez uma consulta formal à Celpe em 2006, na qual teve negado o suprimento de energia.
A distribuidora de energia disse ainda, na nota, que seu grupo controlador "tem todo o interesse em atender novos contratos de fornecimento no Estado e, inclusive, irá investir na duplicação da capacidade de geração da sua usina local Termopernambuco, de 532 MW. Também está capacitada para atender às unidades industriais com usinas de co-geração, pois recentemente adquiriu empresa deste ramo, a Energy Works ".
Para Paulo Roberto Costa, a Petrobras enfrenta no Brasil dificuldades que não existem em outros países porque falta investimento privado em portos, aeroportos, estradas e em infraestrutura em geral. "O que acontece hoje, com raríssimas exceções no Brasil, é que o empresário privado brasileiro não quer correr riscos", afirma o diretor da Petrobras.
O executivo rebate veementemente as críticas relacionadas ao preço, considerado muito elevado, das novas refinarias da Petrobras, dizendo que no Brasil existem custos que não são encontrados em países da Europa e nem nos Estados Unidos, onde a Petrobras tem uma refinaria em Pasadena (Texas). E mostrou esses custos em resposta a análises recentes mostrando que cada barril processado na refinaria de Pernambuco custará US$ 50 mil, enquanto cada barril processado pela Refap (onde a estatal recomprou os 30% da Repsol) custou US$ 14.900, enquanto aquisições recentes no exterior tiveram custo médio de US$ 4.700 por barril.
A Petrobras aposta nos números que mostram o crescimento exponencial do mercado brasileiro de combustíveis para justificar a construção de novas refinarias em Pernambuco, Rio de Janeiro (Comperj), Maranhão e Ceará até 2017. Os números do executivo mostram que se o consumo de diesel continuar crescendo até 2020, considerando um Produto Interno Bruto (PIB) de 4% ao ano - abaixo das previsões mais otimistas - e caso não sejam feitas novas refinarias, o país terá que importar cerca de 900 mil barris por dia do combustível no fim da década.
O diretor da Petrobras diz que isso traria "fragilidade" ao atendimento do mercado brasileiro, fazendo com que o país se tornasse dependente de dois ou três supridores (India, Rússia e talvez a Arábia Saudita). Também menciona a Copa do Mundo e as Olimpíadas como indutores de investimentos e consumo no país para mostrar que há risco de faltar derivados.
O ano passado foi o primeiro ano em que o consumo de diesel, gasolina e combustível de aviação (Qav) no país aumentou 9,9%, superando o crescimento da economia considerando que o PIB deve crescer 7,3% segundo estimativa do Banco Central.
O maior crescimento foi observado na venda de gasolina (17,8%), seguido pelo Qav (16,6%) e pelo diesel (8,8%). Costa atribuiu essa performance a razões que vão desde a safra recorde de 150 milhões de toneladas de grãos (movimentada por caminhões e tratores movidos a diesel); a venda de 3,5 milhões de novos automóveis, caminhões e tratores e ao maior volume de pessoas que passaram a viajar de avião ao invés de ônibus.

Fonte: Valor Econômico/Cláudia Schüffner | Do Rio

 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Início de obras viárias para a Copa é adiado

Fonte: Jornal do Commercio – PE, 2/2/2011

As obras de mobilidade urbana para a Copa 2014 em Pernambuco estão com o sinal amarelo aceso. A primeira opção do Estado, vias exclusivas para ônibus, deveriam ter sido lançadas em 20 de junho passado. O governo alega que o monotrilho já estaria em cogitação na época e as obras foram adiadas para uma melhor avaliação sobre o projeto que sairá do papel. Seja qual for a escolha do Estado, é certo que haverá menos de 2 anos para a execução das obras.

“O governo está analisando um formato diferente de transporte público de passageiros. Os editais para os corredores de ônibus estão prontos. Mas avaliamos uma outra opção para não colocar um modal que, daqui a 5 ou 10 anos, seja uma coisa ultrapassada”, comenta o secretário-executivo de Supervisão Técnica da Secretaria Extraordinária da Copa, Sílvio Bompastor.

Pelo cronograma inicial do próprio governo estadual, uma das alternativas de ônibus está em um ponto crítico. Se já tivessem saído do papel, as obras do corredor Leste-Oeste seriam concluídas em maio de 2013.

O Norte-Sul está apertado, porém em situação menos apertada que o Leste-Oeste, já que, pela previsão inicial, estaria pronto em julho do próximo ano.

As obras na Avenida Norte para os ônibus têm prazo de execução estimado em 18 meses.

 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Ministro dos Portos anuncia investimentos em portos de Natal

Fonte: A Tribuna Online, 28/1/2011.

O ministro da Secretaria Especial de Portos (SEP), Leônidas Cristino, recebeu na última quarta-feira o presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte, Emerson Fernandes, para conhecer, detalhar e estabelecer prazos para as obras nos portos de Natal e Areia Branca. O Governo Federal já investiu, por meio da SEP, o valor de R$ 349 milhões e irá beneficiar em mais R$ 162 milhões com obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2) e (PAC-Copa).

Atualmente a pasta federal realiza a obra de dragagem de aprofundamento do Porto de Natal, no valor de R$ 41,2 milhões, que deverá ser finalizada em março deste ano (prazo estipulado na ocasião). O Porto, que operava com a profundidade de 9 metros, irá operar, em breve, com 12,5 metros. Isso significa um aumento em 30% na eficiência e na capacidade do complexo portuário.

Outro empreendimento previsto é a ampliação e a adequação do Terminal Salineiro, também de responsabilidade da SEP. O montante destinado ao serviço é de R$ 280 milhões.

Segundo o ministro, o Estado também foi contemplado no PAC-2 com a obra de dragagem de acesso ao Terminal Salineiro. Com a profundidade futura de -17 metros, o Porto-Ilha poderá aumentar em muito a sua capacidade de movimentação. Leônidas garantiu que esses investimentos irão dotar a indústria salineira da infraestrutura necessária para competir com os exportadores chilenos, detentores de parcela significativa do mercado de sal.

Contemplado também pelo PAC-Copa, injetado nos portos de cidades que irão sediar a Copa de 2014, o investimento de R$ 53,7 milhões servirá para adaptar o antigo frigorífico e galpão em um Terminal Marítimo de Passageiros, além de aumento de cais e pavimentação/urbanização de área portuária.

Vale ressaltar que a obra de repotencialização do sistema de atracação, que consiste na implantação de dois novos dolfins de atracação e armação, no valor de R$ 27 milhões, foi concluída em abril de 2008. Essa obra já permite o recebimento de navios de aproximadamente 75 mil toneladas, sendo que, no passado, o permitido era de apenas 35 mil toneladas.

                              

 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Consumo de biodiesel cresce no país

Fonte: Valor Econômico, 27/1/2011

A mistura de biodiesel no óleo diesel já começa a surtir efeito positivo na balança comercial brasileira. No ano passado, o consumo obrigatório do produto estabelecido em 5% pelo governo (conhecido como programa B5) respondeu por cerca de 30% do volume total importado pelo Brasil de diesel para atender à demanda no país. Em 2009, essa proporção chegou a 50%, mas as importações do diesel foram bem menores, por conta da crise financeira global.

A expectativa é de que a dependência de importação de diesel no país recue aos poucos, até zerar nos próximos seis anos, considerando que a mistura do biodiesel no combustível aumente para 10% em 2014 e alcance 20% em 2020, além da instalação de novas refinarias no país pela Petrobras até 2017, segundo informações da estatal.

No ano passado, o consumo nacional de biodiesel totalizou 2,5 bilhões de litros, crescimento de 56% sobre 2009, reflexo da obrigatoriedade de utilização de 5% do produto no diesel estabelecida pelo governo no início de 2010, informou Sérgio Beltrão, diretor-executivo da Ubrabio (União Brasileiro de Biodiesel). Por conta dessa política, o país deixou de importar diretamente o mesmo volume consumido de diesel, evitando gastos diretos em torno de US$ 1,4 bilhão. Até 2008, a mistura era facultativa e começou com 2% em 2005.

Criado para ter o mesmo status que o Proálcool, que em meados dos anos 1970 revolucionou o mercado brasileiro de combustíveis, o programa de mistura do biodiesel, ainda que a passos lentos, começa a ganhar espaço.

No ano passado, o Brasil importou 9,1 bilhões de litros de diesel para suprir suas necessidades. Os gastos foram de US$ 5,131 bilhões, de acordo com dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic). O consumo total de diesel totalizou em 2010 cerca de 49,7 bilhões de litros, um aumento de 12,7% de acordo com estimativas do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom). Esse salto no consumo, depois de dois anos de estagnação por conta da crise econômica mundial, ocorreu com a recuperação da economia nacional.

Em 2009, a importação do diesel foi de 3,5 bilhões de litros, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), quando o consumo total no país ficou em 44,3 bilhões de litros. "O aumento de consumo do diesel está ligado diretamente ao PIB. A economia deu sinais claros de recuperação no ano passado, com maior transporte de mercadorias", afirmou Alísio Vaz, diretor do Sindicom. Cerca de 90% do diesel consumido no país é utilizado em transporte, sobretudo de caminhões e ferrovias.

Com investimentos de cerca de R$ 4 bilhões nos últimos anos, o país conta com 63 usinas produtoras do biocombustível. A Petrobras é dona de três usinas e tem participação em uma quarta unidade. Apesar dos tropeços no início de sua implantação, o mercado de biodiesel começa a amadurecer. O setor aguarda novo marco regulatório para que a mistura de 10% seja efetivada até 2014 e aumente para 20% em 2020. "Tivemos avanços em relação à obrigatoriedade da mistura de 5%, que estava prevista somente para 2013, mas foi antecipada para o ano passado", observou Beltrão.

Para o Sindicom, uma nova elevação da mistura tem de ser discutida, antes de sua implementação. "Somos a favor da revisão ampla, antes das mudanças", afirmou Vaz. Ele lembra que os custos da mistura de biodiesel por litro são até R$ 0,07 maiores, por conta da logística de se transportar o biodiesel até as distribuidoras de combustíveis.

Assim como o Proálcool no início de sua implementação, o programa do biodiesel, criado em 2005, é controlado pelo governo. As compras do produto são feitas 100% pela Petrobras via leilão, coordenado pela ANP. No caso do etanol, o governo não intervém diretamente nesse setor desde os anos 1990. A mistura obrigatória do etanol anidro na gasolina é de 25% e o etanol hidratado é utilizado diretamente como combustível no automóvel. "A diferença do biodiesel em relação ao etanol é que o impacto do produto na balança comercial é bem maior, uma vez que o Brasil importa pouco álcool", disse Beltrão.

Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que a capacidade instalada de produção de biodiesel no país está em torno de 5,1 bilhões de litros. A demanda para atender a mistura de 20% até 2020 é estimada em 14,3 bilhões de litros, com investimentos em torno de R$ 7,3 bilhões. "Hoje, todo biodiesel produzido é consumido para viabilizar a mistura. As usinas não acumulam estoques", disse Beltrão. A soja responde por mais de 80% da matéria-prima para a produção do biocombustível.

Neste ano, Beltrão disse que a expectativa é de que o Brasil se torne o terceiro maior produtor global de biodiesel, ficando somente à frente da Alemanha e França.

                              

 

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Brasil tem desemprego abaixo da média mundial

Antes da crise, em 2007, a taxa de desemprego no Brasil era de 8,2%. Hoje, é de 5,7%

Por Agência Estado

Pela primeira vez, o Brasil apresenta uma taxa de desemprego abaixo da dos países ricos e, pelo menos nas áreas metropolitanas, abaixo da média mundial. Além disso, um jovem em busca de emprego encontrará uma oportunidade mais facilmente no Brasil do que nas grandes cidades européias ou americanas. Há mais jovens desempregados nos Estados Unidos e na Europa que no Brasil, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O problema é que a qualidade dos empregos ainda é baixa e o País não consegue gerar maior produtividade ao trabalhador, que começa a ser superado pelos chineses.

O fenômeno da troca de posições entre emergentes e ricos é um espelho de uma situação no mercado de trabalho que tem surpreendido até mesmo os especialistas. O desemprego não caiu nos países ricos, apesar do fim da recessão, enquanto em algumas das grandes economias emergentes chega a faltar mão de obra. "Hoje, o Brasil está em uma situação melhor que antes da crise em termos de geração de emprego", afirma Theo Sparreboom, economista da OIT.

Antes da crise, em 2007, a taxa de desemprego no Brasil era de 8,2%. Hoje, é de 5,7%. Em 2007, o mundo apresentava desemprego de 5,6%. Atualmente, chega a 6,2%. Nos países ricos, a taxa é de 8,8% em 2010, ante meros 5,8% em 2007. "O Brasil é um dos raros casos onde há uma tendência contrária ao que ocorre pelo mundo", diz a OIT. Segundo o governo, 2,5 milhões de empregos foram criados em 2010.

A situação dos jovens é um exemplo dessa troca de posições entre emergentes e ricos. Em 2007, ano que antecedeu a pior crise econômica mundial em sete décadas, a situação dos jovens era exatamente a oposta do que se vê hoje. Naquele ano, apenas 12,4% dos jovens nos países ricos não tinham trabalho. O número aumentou em 2010 para 18,2% e não há sinais de queda. Um dos países onde a situação é mais crítica é a Espanha, destino de 5 milhões de imigrantes em apenas dez anos em busca de trabalho. Muitos eram jovens. Em 2010, o desemprego entre jovens chegava a 39%. Seria de 45% se contasse aqueles que já desistiram de buscar trabalho. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

18 mil caminhões estão parados em Minas por falta de motoristas

Fonte: Montes Claros, 20/1/2011

                               

Belo Horizonte (MG) – Em Minas Gerais, 18,2 mil caminhões estão parados nos pátios das transportadoras devido à falta de motoristas qualificados. O número corresponde a 7% da frota do Estado, que é de 260 mil veículos.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de Minas diz que o déficit chega a 60 mil trabalhadores e que o problema é nacional. Com o aquecimento da economia, o problema tem afetado, principalmente, empresas dos setores de mineração, siderurgia, combustíveis e agronegócios que dependem do transporte rodoviário para escoar a produção.

O transporte rodoviário de cargas emprega 600 mil pessoas em Minas. O Sindicato diz que o mercado teria caminhoneiros em número suficiente para preencher as vagas existentes, se não fossem as atuais exigências de qualificação para condução de veículos mais modernos, com computador de bordo e outras tecnologias.

 

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Tecnologia facilita entrega com hora marcada

Por Redação às 15h37 de 06/01/2011

Por Carla Conde

Lei da entrega se torna investimento em soluções de rastreamento e monitoramento de cargas cada vez mais necessários

Desde 8 de outubro de 2009 entrou em vigor em São Paulo a Lei Estadual 13.747/09 que obriga que as entregas de produtos sejam feitas com dia e horário marcado. Além disso, prevê que estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços ofereçam ao consumidor a possibilidade de agendar a data e o turno da entrega. Os períodos a que se refere a lei podem ser matutinos, vespertinos ou noturnos, sendo o horário da manhã compreendido entre 7h e 12h, o da tarde entre 12h e 18h e o da noite entre 18h e 23h.

Em 11 de novembro de 2009, a Lei da Entrega, como ficou conhecida foi regulamentada pelo Decreto nº 55.015, do Governador do Estado de São Paulo. O não cumprimento da lei pode resultar em multas que variam de 212,81 reais a 3,192 milhões de reais.

A lei, que a princípio parece simples, determina que além da data da entrega (prática usual), a empresa informe ao consumidor o período de entrega. Isso acarretará em alguns cuidados importantes por parte do vendedor ou transportadora responsável. É necessário que haja uma atenção às regras e restrições municipais, como a restrição de horários de caminhões em determinadas ruas, leis de zoneamento, restrições de placa (na cidade de São Paulo), limitações de horários de entrega em condomínios, entre outras.

Toda essa organização necessária para atender às exigências da lei acarreta em um investimento maior em logística, que incorre em custos também maiores para as empresas e eventualmente para os consumidores, que poderão ter suas taxas de entrega aumentadas para cobrir o aumento dos custos envolvidos.

A relação entre a empresa que vende o produto e a transportadora, sendo que muitas vezes esse transporte é terceirizado, também passa a ser bem mais estreita, uma vez que a garantia do cumprimento dos prazos de entrega envolve as duas empresas igualmente.

Transportadoras que já se utilizam de serviços de entrega de cargas como a DHL podem ficar sossegadas. Segundo a assessoria da empresa, a entrega com hora e período pré-agendado com o cliente já é a prática padrão, o que tornou desnecessário qualquer adaptação às exigências da nova lei. Passa assim a ser uma alternativa interessante para empresas que não queiram investir num sistema próprio de gerenciamento de entregas.

A lei ainda não é amplamente conhecida nem por vendedores e nem por consumidores. Apesar disso, vários estabelecimentos já têm enfrentado dificuldades para cumprir a legislação. O trânsito da cidade que dificulta o cálculo do tempo gasto nas rotas de entrega e o tamanho da frota, muitas vezes aquém da demanda, são obstáculos a serem vencidos para atender o que determina a lei, e uma das saídas pode ser o investimento em tecnologia de mobilidade e navegação veicular.

Com a utilização de uma tecnologia de navegação integrada, as empresas prestadoras de serviços de entrega, assim como os estabelecimentos comerciais podem obter benefícios como a redução significativa dos custos de distribuição. Que pode chegar a 15% da quantidade de veículos na frota, 30% de quilometragem rodada, bem como redução do tempo de entrega, tempo em rota, aumento da ocupação dos veículos, minimização de horas extras dos motoristas, etc., aumento do nível de serviço e conseqüente satisfação do cliente, mais eficiência operacional (redução nas devoluções e quebras) e melhor qualidade de informações gerenciais.

Empresas das áreas de logística e monitoramento de cargas já vêm desenvolvendo soluções para a crescente demanda do mercado de navegação integrada, buscando atender de maneira eficiente as novas exigências do mercado decorrentes da implantação da nova lei.

A Movix, empresa focada em soluções de mobilidade, é um exemplo. Desenvolveu o Nav Solution, sistema que garante navegação integrada e com informações de trânsito em tempo real. Apesar de algumas empresas de logística já possuírem softwares de gerenciamento, esses não conseguem se integrar ao ambiente de navegação. O Nav Solution, por sua vez, une na mesma plataforma e num único software a navegação veicular com sistema de gerenciamento logístico de despacho de viaturas e equipes, com o objetivo de otimizar o tempo de serviço e reduzir custos. Isso porque a navegação auxilia o motorista, independentemente dele conhecer ou não a rota a ser seguida, fornecendo também em tempo real informações sobre o trânsito e possibilitando a fuga de engarrafamentos. Isso reduz o tempo de entrega, e conseqüentemente uma melhor utilização da frota, com menos gasto de combustível e horas extras de motoristas, o que reduz custos. Possibilita uma melhor previsão de entrega para o consumidor e o cumprimento da lei da de forma mais efetiva.

Ao contrário da Movix, Arlison Oliveira, gerente comercial da 3S, que fornece soluções de rastreamento e monitoramento de cargas a seus clientes, disse ainda não ter sentido um aumento da demanda por seus produtos como consequência da lei. Porém, segundo Oliveira ”como toda tecnologia, algumas levam um certo tempo para serem entendidas e implantadas de forma natural. A cultura do sistema de rastreamento e monitoramento de veículos vem crescendo a cada ano. A tendência é que tanto o transportador como o consumidor comece a exigir esse controle e isso se torne uma necessidade no momento de uma operação de entrega. A tendência é que a cultura do rastreamento e monitoramento se torne cada vez mais presente no dia-a-dia da população.”

E para atender a essa demanda crescente, a 3S possui o Sistema Smart, que seria uma solução mais do que adequada para atender às necessidades de empresas que pretendam ter um controle maior sobre suas entregas.

O sistema possui diversas ferramentas com comunicação GSM/Satelital, entre elas: cerca eletrônica, pontos de interesse, alertas de velocidade, controle de usuários e relatórios gerenciais, que fazem parte de um controle eficiente via web e que podem também ser customizados conforme a necessidade do cliente. Integrando as informações obtidas através do sistema, é possível garantir um controle em tempo real das cargas, podendo assim fazer previsões mais precisas quanto a horários de entrega, além de possibilitar ajustes nas rotas de forma a otimizar tempo e quilômetros rodados em cada situação.

Os benefícios que uma empresa que investe em tecnologia obtêm são muitos. Segundo Oliveira, ”investir em rastreamento e monitoramento de frota, é uma decisão inteligente do empresário do transporte, pois ele está agregando segurança com agilidade em operações de entregas e redução de custos. Esses itens são fundamentais para maior satisfação do cliente”.

Conhecer as rotas e visualizar a frota em operação dentro de um grande centro urbano como São Paulo não é uma tarefa fácil. Isso torna a entrega dentro do prazo estipulado um desafio e muitas vezes um problema a ser superado pelas empresas, agora ainda mais pressionadas pela nova lei. Porém, só a possibilidade do cliente poder acompanhar o trajeto da entrega utilizando uma ferramenta eficiente de
software já reduz significativamente o problema, chegando a cerca de 40% de redução nos problemas de atraso. Esse benefício já compensa imediatamente o custo investido num sistema de rastreamento, assim como com a economia obtida com insumos de transporte como combustível, pneus e manutenção de peças de forma geral.

Segundo o Procon, fiscalizações têm sido feitas nas empresas com o intuito de verificar o cumprimento da lei da entrega e notificações já foram feitas. Apesar disso, segundo Paulo Góes, diretor de fiscalização do Procon, o maior número de reclamações ainda é por atrasos ou pela não entrega do produto, e não somente por um não cumprimento do turno, que é o que prevê a nova lei. Ainda segundo Góes, são as empresas virtuais as maiores descumpridoras da lei e que vêm sofrendo o maior número de autuações, em relação às empresas físicas. Cabe nesse caso ao consumidor, já consciente de seus direitos, cobrá-los das empresas e denunciar aquelas que não cumprem os prazos estipulados na contratação do serviço.

Apesar das soluções já disponíveis no mercado, algumas empresas ainda não atualizaram seu sistema de entrega de forma a garantir o cumprimento da determinação legal. Porém, com o aumento no número de autuações pelo atraso de entregas ou prestação de serviços, deverá motivar o interesse por novos sistemas mais eficientes e a demanda deverá aumentar.

Fonte: http://infogps.uol.com.br/blog/2011/01/06/tecnologia-facilita-entrega-com-hora-marcada/

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Falta pessoal para conduzir cargas

Fonte: Diário de Pernambuco, 18/1/2011

                               

Recife (PE) – A alta demanda pelo transporte rodoviário, provocada pelo aumento do consumo e da produção, tem provocado um transtorno para as empresas transportadoras: faltam motoristas para conduzir toda essa carga pelo país. Segundo estimativa do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga em Pernambuco (Setcepe), existe uma demanda de cerca de 120 mil novos motoristas no Brasil.

“Com as novas tendências tecnológicas dos novos caminhões, falta gente treinada para conduzir os veículos. Para ter uma idéia, têm empresas com 20, 30 caminhões novos parados porque não existem profissionais no mercado aptos para conduzir”, explica o presidente do sindicato, Antônio Jacarandá.

De acordo com Jacarandá, o setor tem se organizado junto com as entidades que são responsáveis por cursos de capacitação como o Serviço Social do Transporte (Sest) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) para tentar reduzir a falta de profissionais.

Em Pernambuco, 500 empresas trabalham com transporte de cargas. Destas, 200 são associadas ao Setcepe. Jacarandá explica que parcerias estão sendo feitas para oferecer, nos centros de aprendizagem, cursos que atualizem e atraiam os interessados em se tornarem motoristas profissionais.

“Durante muitos anos a categoria ficou desestimulada a se atualizar e agora, com a alta demanda pelo transporte rodoviário, temos que reverter essa situação, para atrair gente interessada em operar esses caminhões mais modernos”, completa Jacarandá.

No Brasil, segundo pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), 60% da carga é transportada por rodovias, um sistema mais caro e mais poluente do que o transporte ferroviário e hidroviário. A situação piora pela condição precária de conservação das rodovias, adicionando um custo 30% maior.

Segundo pesquisa do IBGE, de 2008, as atividades de transporte rodoviário, incluindo o transporte de passageiros e o transporte de cargas, geraram R$ 88 bilhões de receita operacional líquida e pagaram R$ 15 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações, empregando 1,2 milhão de pessoas. Destas, 645.176 pessoas estavam empregadas no transporte de cargas, com mais de 66.519 mil empresas.

 

Investidores apostam na 'nova' bacia petrolífera do Amazonas

Noticiário cotidiano - Geral

Ter, 18 de Janeiro de 2011 07:11

Amazonas - Ao anunciar a chegada ao Brasil da primeira sonda para iniciar as perfurações na bacia do Rio Solimões, ontem, o presidente da HRT Participações em Petróleo S.A., Márcio Mello, disse que a pouco explorada região será  “o maior potencial exploratório em terra do hemisfério sul”, e prevê que a área vai se transformar na maior bacia produtora em terra do Brasil.

A primeira sonda da HRT que vai perfurar a bacia do Solimões mal acabou de chegar ao Brasil e o presidente da empresa já foi ao mercado em busca de mais duas unidades para o primeiro trimestre de 2011. “Até julho teremos seis sondas perfurando no Solimões”, informou, elevando a previsão inicial de quatro para seis sondas na campanha dos 21 blocos que possui na bacia na floresta amazônica.

A primeira sonda, da canadense Tuscany, será instalada nos próximos dias no bloco 1-SOL-170, vizinho ao da  Petrobras, no município de Tefé (a 523 quilômetros a oeste de Manaus), depois de uma viagem de 15 dias em balsa até o meio da selva. A segunda sonda, segundo Mello, chegará em 20 dias, e as duas últimas da primeira encomenda desembarcam na região até o próximo mês. Todas as bases da empresa na região já receberam licenciamento ambiental, informou o executivo e sócio da HRT .

“Quero que a primeira perfuração no Solimões seja feita até fevereiro, se a mãe natureza permitir”, disse, referindo-se às fortes chuvas nesta época na região amazônica, onde, segundo ele, “é encontrado o melhor petróleo do País. São milhões de barris de 43 a 47 API”, garante. API é a forma de expressar a densidade relativa de um óleo ou derivado. A escala API, medida em graus, varia inversamente à densidade relativa, isto é, quanto maior a densidade relativa, menor o grau API. O grau API é maior quando o petróleo é mais leve. Quanto maior o grau API, maior o valor do petróleo no mercado.

Segundo maior acionista da empresa, com 7% do capital, superado apenas pelo fundo de investimentos South-Eastern Asset Management, que detém 12%, Mello informou que quer tornar a HRT a maior empresa independente de petróleo do mundo em cinco a seis anos.

Para isso conta, além da sua longa experiência na Petrobras e em empresas de serviço que criou antes da HRT, com uma diretoria formada por três ex-diretores da estatal, entre eles um ex-presidente e ex-ministro, Eduardo Teixeira, e três ex-diretores da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Somados a eles, mais 1,5 mil funcionários, incluindo 70 ex-petroleiros da Petrobras.

Para crescer a HRT vai usar até 2014 o caixa reforçado pela abertura de capital, hoje em US$ 1,5 bilhão, mas que serão acrescidos em breve por warrants de US$ 250 milhões, de acordo com Mello, que serão exercidos por acionistas. De 2010 a 2014, deverão ser investidos US$ 2,1 bilhões.

Fonte: http://www.portosenavios.com.br/site/noticiario/geral/7705-investidores-apostam-na-nova-bacia-petrolifera-do-amazonas

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Exportações do agronegócio devem aumentar 10% em 2011, prevê Rossi

Fonte: Agência Brasil, 13/1/2011

                               

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, disse hoje (12) que as exportações do agronegócio devem crescer pelo menos 10% este ano, superando os US$ 84 bilhões. Rossi anunciou hoje o novo recorde de embarques de produtos agropecuários ao exterior, conquistado em 2010, com vendas que totalizaram US$ 76,4 bilhões.

“Pelo menos cresceremos 10%. Mas podemos chegar à média histórica dos últimos dez anos, de 14%”, afirmou durante coletiva à imprensa. O ministro disse que as vendas externas do setor em 2000 foram de US$ 20,7 bilhões, crescendo 270% em uma década.

Em 2010, os complexos soja, sucroalcooleiro e carnes tiveram as maiores participações nos US$ 76,4 bilhões em vendas, com 22%, 18% e 17,8%, respectivamente. Em relação aos mercados compradores dos produtos agropecuários nacionais, a União Europeia (US$ 20,4 bilhões), China (US$ 11 bilhões), os Estados Unidos (US$ 5,4 bilhões) e a Rússia (US$ 4 bilhões) apresentaram os maiores volumes importados.

Rossi disse que os resultados positivos nas exportações mostram a firmeza do produtor brasileiro. “Foram conquistados apesar das conseqüências do câmbio. E mostra que somos capazes de sair da fazenda com um produto de altíssima qualidade e enfrentar o mercado, mesmo com barreiras”.

 

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Fiat está de olho na capacitação em Suape

Qua, 12 de Janeiro de 2011 06:52

A Fiat iniciou ontem as tratativas para obter apoio à implantação de sua nova fábrica no Complexo Industrial Portuário de Suape. O diretor de Relações Industriais para a América Latina da empresa, Adauto Duarte, esteve no Recife para conhecer a disponibilidade, a capacidade técnica e a infra-estrutura do Sistema Indústria. Na agenda, assuntos como capacitação de mão de obra, serviços de saúde, educação e lazer, inovação tecnológica e cadeia de fornecedores.

“Essa foi uma primeira reunião e serviu para identificar como o sistema está preparado para receber a Fiat. Encontramos uma estrutura bem organizada e muito profissional, com instalações físicas adequadas, corpo docente e programas de qualificação e aperfeiçoamento”, comentou Adauto Duarte. Segundo ele, a próxima etapa ocorre no dia 25, com a presença do diretor de Recursos Humanos, Vilmar Fistarol. ”Será quando as nossas necessidades começarão a ser detalhadas”, disse.

A reunião de ontem contou com a presença do presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Jorge Côrte Real, do coordenador de Desenvolvimento Industrial da casa, Antônio Sotero, e de representantes do Senai, Sesi e IEL. Sotero afirmou que a implantação da Fiat será “um grande desafio”, mas garantiu que o sistema está preparado para atendê-la.

“Um dos desafios será adequar os cursos do Senai para uma situação de operação, porque hoje nossa expertise é apenas no pós-venda”, disse Sotero, referindo-se aos cursos de eletromecânica voltados para o atendimento das concessionárias. Uma possibilidade é utilizar o modelo do programa Jovem Aprendiz, do governo federal, com quase 1.200 horas-aula e estágio garantido.

A pedra fundamental da fábrica foi lançada em 28 de dezembro, com a presença do ex-presidente Lula. A unidade terá um investimento de R$ 3 bilhões e deve gerar cerca de 3,5 mil empregos diretos, com capacidade para produzir 200 mil veículos/ano. A entrada em operação está prevista para 2014. Segundo o governo do estado, pelo menos 50 empresas (as sistemistas) deverão se instalar ao redor da montadora e o objetivo do Sistema Indústria é maximizar o conteúdo local.

Fonte: Diário de Pernambuco (PE)/Micheline Batista

 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Recife atrai empresa de logística

Fonte: Jornal do Commercio – PE, 6/1/2011

                               

Depois de sete anos, o Porto do Recife voltará a receber contêineres. O grupo paulista Rodrimar, especializado em logística e operação portuária, será o responsável pela empreitada. O anúncio foi feito ontem, na transmissão do cargo de presidente do ancoradouro de Sileno Guedes (que assume a pasta de Articulação Social e Regional) para Pedro Mendes, antigo titular da agora extinta Secretaria Especial de Juventude e Emprego. O investimento da empresa será de R$ 12 milhões e consiste em equipar o pátio de número 3 para receber, nos próximos cinco anos, uma média anual de 18 mil unidades de pequeno porte - conhecidas como TEU’s - carregadas de bens de consumo, como alimentos e tecidos. A estimativa é que as atividades comecem em março.

Ainda este mês, segundo o gerente regional no Nordeste do Grupo Rodrimar, Fabio Saboya, seis grandes armadores marítimos internacionais (empresas responsáveis pelo transporte de mercadorias) serão convidados a visitar o Porto do Recife. O objetivo é mostrar a nova “cara” do local. “A imagem que ainda se tem é de um porto sucateado”, disse Saboya. Os motivos para a escolha do ancoradouro da capital são o bom momento da economia pernambucana e a oportunidade surgida com a “superdemanda” no Terminal de Contêineres de Suape, o Tecon Suape.

“Além disso, o desembarque de alguns produtos é mais indicado pelo Recife, do ponto de vista de economia e agilidade. Por exemplo: todo o arroz que Pernambuco consome chega por Suape, mas o frete para trazer um contêiner de lá para capital é de R$ 1.500”, comentou o executivo.

Recentemente reformado, o pátio 3 tem 19 mil metros quadrados (m²). No primeiro momento, considerado experimental, serão realizadas apenas operações de cabotagem, ou seja, produtos sairão de outros portos do País tendo o Recife como destino final. O Grupo Rodrimar tem planos maiores para o Nordeste. “Nossa ideia é, a partir do Recife, expandir nossas operações do Maranhão a Sergipe”, afirmou o gerente regional. Há ainda interesse em investimentos em Suape. A empresa está de olho no segundo terminal de contêineres (ver matéria ao lado).

Diferentemente do ocorrido em Suape, onde dois cais foram arrendados ao grupo filipino International Container Terminal Service Inc. (ICTSI) em 2001 por um período de 30 anos, a operação no Porto do Recife será de prestação de serviços. “Mas não está descartado, no futuro, o interesse em buscar uma licitação semelhante”, disse o executivo.

A operação de contêineres no Porto do Recife foi encerrada em 2004 para dar espaço ao Tecon Suape, que estava no início de suas atividades. A época também marca o início da derrocada do local, ao ponto de ser considerada a possibilidade de fechar suas portas de vez. Ontem, durante o evento de transmissão de cargo de presidente, o fato foi lembrado com um viés político: um ataque velado à gestão de Jarbas Vasconcelos, apontada como a responsável por abandonar o Porto. Mas vale lembrar que, entre 2007 e 2009, já no governo Eduardo Campos, muitas obras estavam estagnadas, só saindo do papel após um choque de gestão que promoveu investimentos de R$ 5,84 milhões em 2010 e destravou projetos importantes.

 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Venda de veículos registra 4º recorde anual seguido no Brasil

Fonte: Folha Online, 4/1/2011

                               

A venda de automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões bateu em 2010 o quarto recorde seguido, com o emplacamento de 3,52 milhões de unidades, segundo os dados obtidos pela Folha. O número representa um aumento de 11,9% no confronto com o ano anterior.

A última estimativa divulgada pela Anfavea (associação das montadoras) era de um crescimento de 9,8%.

Apesar das medidas de restrições ao crédito para o setor automotivo tomadas pelo Banco Central no final do ano, dezembro atingiu a maior marca mensal da indústria, registrando 381,6 mil licenciamentos com o impulso da antecipação de compras e das promoções.

O melhor resultado até então havia sido contabilizado em março passado (353,7 mil), último mês com redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), o que provocou uma corrida dos consumidores às concessionárias para aproveitar o benefício fiscal concedido desde dezembro de 2008 pelo governo federal para atenuar os efeitos da crise econômica no setor.

Para este ano, a Anfavea prevê expansão de 5,2% nas vendas de veículos, alcançando 3,63 milhões de unidades.