sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Férias

Caros amigos e amigas, estarei me ausentando por 20 dias e neste período talvez eu não tenha como atualizar o blog. É hora de repor as energias. Um abraço a todos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Prazo para requerer Autorização Específica não será prorrogado

Fonte: NTC&Logística, 7/10/2010

                               

Vence em 31 de dezembro de 2010 o prazo concedido pela Deliberação 98/2010 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) para que os proprietários de tanques fabricados entre 2000 e 2007 requeiram a Autorização Especifica (AE). Esta autorização permite que os veículos e/ou combinações de veículos equipados com tanques circulem com o excesso de até 5% (cinco por cento) nos limites de peso bruto total ou peso bruto total combinado.

Segundo o coordenador técnico da NTC&Logística, Neuto Gonçalves dos Reis, membro da Câmara Temática de Assuntos Veiculares do CONTRAN, este prazo não será alterado. “Após as críticas sofridas em virtude do adiamento para entrar em vigor a Resolução das ‘cadeirinhas’, o CONTRAN fechou seu departamento de prorrogação”, afirmou.

Portanto, o melhor é não deixar para a última hora. Segundo a Portaria 313/10 do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), quem não solicitar a AE dentro do prazo perde definitivamente o direito de requerê-la.

Para obter a AE, o interessado deve apresentar a seguinte documentação ao órgão de jurisdição sobre a via DNIT, ANTT ou DERs:

- Cópia legível do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV) – quando se tratar de combinação de veículos ou das unidades tracionadas;
- Indicação, para fins de registro na AE, das configurações possíveis (4x2, 6x2, 6x4 ou outras) das unidades tratoras;
- Para os produtos comercializados por volume: certificado de verificação metrológica em vigor, atestando a capacidade volumétrica dos tanques (documento expedido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – INMETRO);
- Para os demais produtos: documento reconhecido pelo INMETRO e emitido pelos participantes da Rede Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade, registrando características dimensionais diretamente relacionadas ao volume declarado pelo fabricante e ou proprietário do tanque;
- Declaração do fabricante dos tanques informando o volume geométrico, a densidade máxima dos produtos para os quais os equipamentos foram projetados, pesos por eixo e peso bruto total ou peso bruto total combinado.

Caso o fabricante não exista mais, a declaração deve ser emitida por engenheiro mecânico e acompanhada pela sua respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).

 

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Logística garante avanço da Itamarati no Norte

Qua, 06 de Outubro de 2010 07:20

A Usinas Itamarati, que até 2004 estava sob o controle de Olacyr de Moraes e depois passou às mãos da filha do empresário, avalia dar início a uma nova rodada de investimentos em açúcar e álcool em 2011. O plano ainda está sendo costurado, mas em princípio a empresa localizada em Nova Olímpia, a 200 quilômetros de Cuiabá, pretende gastar R$ 650 milhões nos próximos anos para modernizar e elevar a produtividade de seus canaviais e a capacidade industrial.
Entre outras indefinições, a empresa aguarda a decisão do Congresso Nacional sobre o zoneamento agroecológico da cana, que restringe a expansão da cultura em grande parte de Mato Grosso e outros Estados. Essa questão determinará, por exemplo se a empresa terá ou não mais concorrentes na região - e, portanto, sua real necessidade de acelerar ou não os investimentos.
Nos últimos anos, a empresa, fundada em 1980, vem aplicando de R$ 35 milhões a R$ 40 milhões em áreas essenciais à operação, como plantio e renovação de canaviais, e em máquinas e equipamentos agrícolas - 97% da colheita é mecanizada. "Mas esse projeto novo vai elevar a empresa a um outro patamar de uso de tecnologia, com motorização das moendas, que hoje são operadas por turbinas, assim como aumento da produtividade da cana em mais de 10%", diz o diretor-presidente da empresa, Sylvio Nóbrega Coutinho.
A atual capacidade instalada, de moagem de 6,3 milhões de toneladas de cana poderá chegar a 8 milhões de toneladas a partir desse planejamento, que não tem data para começar e não considera a unidade de cogeração de energia com bagaço de cana, que tem potencial para ser ampliada de 36 megawatts (MW) para 150 MW.
A Usinas Itamarati não informa dados atuais sobre seu endividamento, que estão sendo auditados. Não é segredo que as intempéries financeiras de seu fundador chegaram a afetar sua saúde e sua capacidade de investimentos, o que alimentou por diversas vezes rumores de que procurava um comprador. Mais recentemente, emergiram especulações de que a atual proprietária da companhia, Ana Cláudia de Moraes, queria se desfazer do negócio por razões pessoais. "Esses rumores surgem por que a Itamarati é a chamada 'jóia da coroa'. Temos uma reserva de mercado nada desprezível, com participações de mercado em açúcar superiores a 80% em alguns Estados", explica Coutinho.
A empresa tem na defasada logística de acesso às regiões Centro-Oeste e Norte um de seus principais trunfos.. O açúcar da Itamarati sai de Mato Grosso por rodovia, entra na hidrovia do rio Madeira e chega aos consumidores do Norte a custos de frete de 30% a 35% mais baixos do que os pagos pelas usinas do Sudeste. "A logística da região é tão ruim, que ninguém consegue competir conosco". Esse trunfo em parte compensa a menor produtividade da cana da companhia, cujos canaviais produzem 85 toneladas de cana por hectare, quando a média do Centro-Sul está acima de 100 toneladas.
O maior market share da Itamarati está em Rondônia. Em Porto Velho e em Ji Paraná, por exemplo, ela informa que fornece 84% do consumo local de açúcar. No Amapá, a fatia é de 80% e, em Manaus (AM), entre 60% e 65%. "Em Mato Grosso temos um pouco mais de concorrência. Ainda assim, nossa participação no mercado é de 45%", orgulha-se o executivo.
O açúcar é produzido na unidade de Nova Olímpia e beneficiado e empacotado em uma unidade da empresa em Assari, distrito de Barra do Bugres (MT) e distante 23 quilômetros da sede. A estrutura era usada originalmente para armazenagem e secagem de arroz, um dos projetos de Olacyr de Moraes, que também foi pioneiro do cultivo de soja e algodão no Centro-Oeste. Há anos a estrutura de Assari foi adaptada para beneficiar e empacotar açúcar. De Assari, o açúcar segue por caminhão até Porto Velho, de onde vai por barcaças pelo Madeira até Manaus (AM), Belém (PA) e Santarém (PA).
A competitividade logística da empresa está ajudando a consolidá-la em mercados da Itamarati no Peru, para onde a empresa exporta há três anos. Atualmente, são vendidos 20 mil toneladas de açúcar por ano à região peruana de Iquitos. "Só não vendemos mais, porque não temos produção suficiente para atender", diz. Outra rota é usada para fazer o produto chegar à amazônia peruana. As barcaças saem de Porto Velho, vão até Manaus, de onde seguem pelo Rio Solimões até o Peru em um trajeto que leva de 30 a 35 dias, informa Coutinho.
O executivo pondera que o câmbio inibe um pouco o potencial de rentabilidade do mercado peruano. Ainda assim, a empresa suspendeu a operação de exportação - ainda que esporádica - de tinha de açúcar via porto de Paranaguá (PR) para procurar atender ao máximo o Peru, que teria condições neste momento de absorver até 60 mil toneladas do produto da Itamarati por ano. "É canal importante de venda. Não temos concorrente", afirma Coutinho.
Por isso, a cada seis meses o executivo vai visitar os clientes que possui no Peru. É uma estratégia para conhecer melhor o mercado e se preparar para atendê-lo melhor em volume no futuro. "Há clientes, por exemplo, que só querem receber o açúcar em saca de 50 quilos para poder vendê-lo a granel ao consumidor, no formato dos antigos 'secos e molhados'".
Há seis anos à frente da Itamarati, Coutinho é natural do Rio Grande do Norte e foi o primeiro presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) após a privatização, em 1993. Aposentou-se em 1996, montou uma empresa de consultoria em São Paulo, quando foi contratado para prestar consultoria à Itamarati. "Era para passar de três a seis meses, mas acabei ficando por seis anos", conta Coutinho sobre o momento em que a filha de Olacyr, Ana Cláudia, estava assumindo o negócio.

Fonte: Valor Econômico/Fabiana Batista | De São Paulo

 

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ociosidade da Frota

Uma das principais inimigas da rentabilidade da frota é a ociosidade, ou seja, momento onde o veículo, por diversos fatores, não está faturando ou está parado. Estes motivos variam de acordo com cada operação, podendo haver ociosidade nas filas dos locais de coleta ou entrega, tempo parado no transito ou quando o veículo retorna de uma viagem vazio.

Sobre esta última situação, vou fazer uma breve explanação, pois existem no mercado diversas formas de se evitar essa ociosidade, como por exemplo, sites de oferta de frete, leilões, etc. Uma outra situação comum hoje em dia são as grandes empresas embarcadoras criarem estruturas internas para a cotação de fretes, em uma espécie de bolsa de valores de fretes, transformando este serviço em uma commodity. Este processo reduz as taxas de fretes, tendo em vista as propostas do mercado, porém disponibiliza um grande leque de opções de viagens, viabilizando a organização dos transportadores e suas rotas, reduzindo a ociosidade das operações.

Neste momento estou desenvolvendo um projeto parecido com este, que estou chamando de Logística Reversa, nome que se dá a coleta de produtos com defeito ou sucatas, visando a reciclagem ou o destino correto, sempre com foco na proteção do meio ambiente. Porém o projeto não trata deste conceito, mas sim de criar um meio de comunicação eficiente entre o mercado de transportes e as empresas embarcadoras, onde os transportadores irão ofertar suas rotas ociosas e ineficientes, rotas que os mesmos têm cargas de ida, mas não de volta, e os embarcadores, tendo uma oferta de tarifa de frete menor que o praticado no mercado, buscam comprar seus insumos com base nessas oportunidades de transportes. Em apenas uma consulta a um transportador de São Paulo obtive um frete retorno para uma viagem com 45% de desconto em comparação ao praticado no mercado. Sei que não é sempre que este tipo de processo é viável, porém a soma de um conjunto de praticas resultará em uma considerável economia para os embarcadores e otimizará o uso da frota dos transportadores. A chave é a comunicação aberta e transparente entre contratante e contratado.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Frota cresce e vai bater recorde

Fonte: O Tempo – MG, 30/9/2010

 

A frota brasileira não para de crescer e vai bater recorde em 2010. Somente entre os dias 1º e 28 de setembro, 19 dias úteis, foram emplacados no Brasil 252.148 veículos. A cada dia de vendas, os concessionários comercializam, em média, 13.271 unidades e no ano o volume de vendas já ultrapassa os 2,3 milhões.

No total, o Brasil tem cerca de 61 milhões de veículos em circulação, de acordo com dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Nos últimos dez anos o número de carros em circulação mais que dobrou no país. Em 2000, havia 29,5 milhões de veículos em circulação no país.

De lá para cá, com a economia estável, parcelamentos longos, queda do desemprego e aumento da renda, os veículos ficaram mais acessíveis à população e as vendas dispararam.

                              

 

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Invasão Chinesa

Sinopec e Repsol fazem acordo para explorar petróleo no Brasil

Grupo chinês compra 40% da Repsol Brasil por US$ 7,1 bilhões; operação cria uma das maiores empresas privadas de energia da AL

Reuters | 01/10/2010 07:48

O grupo chinês de refino Sinopec vai comprar 40% das operações brasileiras da espanhola Repsol por US$ 7,1 bilhões, fortalecendo a presença chinesa na América Latina.

O acordo, que prevê um aumento de capital da Repsol no Brasil, vai financiar o desenvolvimento das reservas da companhia no país, que se tornou um dos mais importantes mercados petrolíferos do mundo desde a descobertas de enormes depósitos de hidrocarbonetos na camada pré-sal.

A Sinopec vai subscrever completamente um aumento de capital de US$ 7,1 bilhões da Repsol no Brasil para criar uma das maiores companhias privadas de energia da América Latina.

As ações da Repsol disparavam 6% às 6h50 (horário de Brasília). O grupo espanhol de construção Sacyr-Vallehermoso, que detém cerca de 20% da Repsol, saltava 13%.

"A avaliação dos ativos da Repsol no Brasil implica que o acordo está claramente acima do nosso atual cálculo de valor (US$ 5,75 bilhões) e do consenso do mercado, que varia entre US$ 6 bilhões e US$ 8 bilhões", disse Filipe Rosa, analista da corretora Espírito Santo.

A Sinopec informou que a companhia está projetando uma produção de 200 mil barris por dia de óleo equivalente da maioria dos blocos marítimos da parceria.