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| São Paulo (SP) – Os pneus são o novo alvo de polêmica entre montadoras de veículos e fornecedores. O presidente da Anfavea (associação que reúne os fabricantes de veículos), Cledorvino Belini, diz que a única reclamação dos fabricantes nos últimos tempos é com relação à falta de pneus, principalmente para caminhões. “Não temos informação da falta de outros componentes. A demanda ainda está no pneu para veículos pesados”, afirmou. A solução para o problema, segundo montadoras e fabricantes de implementos, seria a importação, mas a indústria de pneus nega problemas na produção e no fornecimento. De acordo com a Anip, que reúne os fabricantes do setor, o fornecimento de pneus de carga para montadoras cresceu cerca de 60% de janeiro a maio em relação ao mesmo período de 2009, o que invalidaria a tese de falta do produto. A associação informou que no ano passado, com a queda de vendas por conta da crise, algumas linhas foram desativadas, mas já estão em processo de retorno. “Do ponto de vista de produção, não há nada que sinalize falta de pneus”, garante a entidade. A Pirelli, uma das maiores fabricantes de pneus do País, também assegura que não houve crise no fornecimento. Segundo a empresa, aconteceram problemas pontuais de abastecimento “porque a demanda cresceu de forma significativa num intervalo de tempo curto e houve defasagem temporal em relação aos projetos de ampliação.” O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), Rafael Wolf , no entanto, reforça a posição da Anfavea e garante que há falta de pneus. “O produto fica pronto para ir para a revenda, mas não pode sair, pois falta o pneu, que leva até uma semana para chegar nas montadoras”, diz Wolf. Uma solução para atenuar a carência do produto seria a importação, na avaliação de Wolf, mas a sobretaxa cobrada da China eleva o preço e dificulta o processo. “Essa taxa é de US$ 1,49 por quilo do pneu, que encarece em US$ 100 o valor da unidade. De qualquer forma, pneu mais caro é melhor que pneu nenhum”, afirma o dirigente da Anfir. Randon e Guerra, duas das maiores fabricantes de implementos e de veículos do País, afirmam que há defasagem de 20% no fornecimento de pneus. No caso da Randon, a necessidade de pneus ao mês é, em média, de 15 mil unidades. Já na Guerra, a demanda é de 9 mil. | |
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Pneus são alvo de polêmica entre montadoras e fornecedores do setor
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