terça-feira, 27 de julho de 2010

Ibope destaca setor logístico como o maior gargalo do Brasil

Redação
 
De acordo com pesquisa realizada pelo Ibope a pedido da Câmara Americana de Comércio, o setor logístico é apontado como o maior gargalo de infra-estrutura do Brasil. O segmento lidera com 54% das opiniões, seguido de telecomunicações (30%) e energia (4%). A análise contou com 211 entrevistas entre as empresas relacionadas, no período de 28 de abril a 17 de maio deste ano.

O resultado do levantamento apontou os modais rodoviário e aéreo como os principais entraves do setor logístico no País. Neste aspecto, o Brasil encontra-se em um patamar inferior se comparado aos países que compõem o bloco dos  Bric (Brasil, Rússia, China e Índia). “Em 2007, o Brasil tinha apenas 6% das estradas pavimentadas, enquanto esse porcentual era de 67% na Rússia, de 63% na Índia e de 80% na China, diz Maurício Giardello, consultor de projetos de infra-estrutura da PricewaterhouseCoopers.

A pesquisa também concluiu que a falta de clareza nas regras, a instabilidade das agências reguladoras, a insegurança jurídica, a legislação ambiental e os aspectos financeiros são considerados os principais obstáculos para eventuais concretizações de projetos de iniciativa privada.

Infra-estrutura problemática

De acordo com alguns especialistas no assunto, ainda há muito que se fazer para adaptar o sistema logístico do País ao intenso ritmo de crescimento pelo qual o mesmo vem passando. “O Brasil tem a pior matriz de transporte dos mercados emergentes. 60% do transporte de cargas é feito pelo caro meio rodoviário e 26% por meio de ferrovias”, afirma Samir Keedi, economista da consultoria de transportes e comércio externo Aduaneiras.

Já o professor da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, Manoel Reis, acredita que a saída para este entrave seja o investimento em malhas férreas: “Se não fizermos uma coisa muito clara em transporte ferroviário no Brasil, vamos ter uma queda de posição no comércio internacional muito significativa”.

Por: Victor José – Redação Portal Transporta Brasil

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