quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Diesel deve ficar mais caro a partir de janeiro

Fonte: Estradas.com, 29/12/2010

 

                               

O litro do diesel vai ficar mais caro a partir do mês que vem. É o que informa a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis). De acordo com a entidade, o vilão, desta vez, é o biodiesel, que teve o preço reajustado pelas distribuidoras após o último leilão realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Se no quarto trimestre deste ano o litro do biodiesel foi vendido no leilão da ANP por R$1,74, o produto que será entregue entre janeiro e março de 2011 alcançou a cifra de R$ 2,30. Fato que vai refletir diretamente no valor do combustível final, pois por determinação legal, todo diesel rodoviário comercializado no Brasil deve possuir 5% de biodiesel, o chamado B5.

A previsão da Fecombustíveis é que o impacto no custo do produto chegue a R$ 0,028 por litro, o que representa 2%. No entanto, nesse valor não estão incluídos os preços de frete da distribuidora, nem margens de distribuição e revenda, o que pode significar reajustes ainda maiores, segundo a instituição que representa os postos de combustíveis.

De acordo com a Associação Brasileira de Logística e Transporte de Carga (ABTC), mais de 60% do transporte de cargas no Brasil ocorre pelas rodovias do país. Por isso, alterações no custo do diesel influenciam, diretamente, nos preços dos produtos finais devido ao aumento dos gastos com frete.

 

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Petrobras terá operação submersa no pré-sal

Ter, 28 de Dezembro de 2010 07:36

Na ficção, ganhou fama a existência de um continente que teria desaparecido no fundo do mar após um desastre natural. A lenda de Atlântida, a cidade perdida, foi amplamente retratada em livros, em desenhos e no cinema no século XX. No mundo real, em pleno século XXI, a Petrobras prepara-se para criar verdadeiras cidades submersas, que vão marcar uma nova fase na exploração e produção de petróleo em grandes profundidades, na camada pré-sal. No leito marinho, a mais de 2 mil metros da superfície, poderão ser instalados os principais equipamentos que hoje funcionam nas plataformas, permitindo que elas se tornem menores, mais leves e, mais importante ainda, mais baratas. Todo o sistema terá um alto grau de automação, com parte da operação podendo ser controlada a distância.

As cidades submersas da Petrobras serão habitadas por máquinas, equipamentos gigantescos e robôs encarregados de vistoriar os sistemas de produção para extrair milhões de barris de petróleo. Parece ficção científica, mas se trata de uma das mais importantes vertentes de pesquisas realizadas pela Petrobras em parceria com universidades e empresas fornecedoras.

"O nosso alvo daqui a dez anos é não precisar de plataformas", diz Carlos Tadeu Fraga, gerente-executivo do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes). Se isso será possível, só o tempo dirá. Ele fala de um objetivo ambicioso que é o de colocar no fundo do mar, em um horizonte de dez anos, as plantas de processo, sistemas de compressão, de separação (de óleo, gás, água e areia) e até mesmo os módulos de geração de energia necessários para fazer tudo funcionar. Hoje os equipamentos estão instalados no deck de plataformas flutuantes de produção, armazenamento e transferência (as FPSOs), verdadeiras cidades em alto mar. Devido à distância da costa, esse modelo não deverá ser repetido no pré-sal da bacia de Santos.

"Em inovação, há um raciocínio segundo o qual o que muda a capacidade das pessoas de realizar algo novo está na pergunta que é feita. Ao apresentar uma idéia, há duas formas de reação: uma é dizer por quê? A outra é dizer: por que não? Nosso papel é o de dizer por que não. E por que não seria possível operar uma plataforma no pré-sal daqui a alguns anos, remotamente, desde uma base terrestre onde a pessoa estará vendo a operação em uma tela ou até mesmo imersa [virtualmente] nessa plataforma?", observa Fraga.

Parte desse futuro começa a se materializar. No primeiro trimestre de 2011 deve ser instalado o separador submarino de água e óleo do campo de Marlim, na bacia de Campos, etapa intermediária na trajetória de instalação de mais equipamentos, incluindo a planta de processo de petróleo, no fundo do mar. Atualmente, o petróleo é extraído por meio de bombas até um equipamento instalado em cima da plataforma, onde é separado o óleo da água. Mas a plataforma é projetada para receber e processar petróleo e não água, que até agora era um problema. Com o separador submarino a água retirada junto com o petróleo será logo reinjetada no reservatório, o que evita esse "passeio" (sobe, processa e volta) e também aumenta a vida útil do campo. "Na medida que cresce a produção de água lá embaixo eu produzo menos óleo aqui em cima, e se eu conseguir separar lá no fundo essa água, tirar a maior parte dela lá embaixo e trouxer uma quantidade menor de água para cima, eu prolongo a vida produtiva do campo. E quando tiro água lá debaixo, a pressão que o reservatório tem que vencer para trazer mais óleo para a superfície é menor. Em Marlim vamos não só separar a água do óleo como vamos reinjetar a água no reservatório como mecanismo de indução de recuperação adicional, de nova energia no reservatório", diz Fraga

A nova forma de produzir petróleo em grandes profundidades será diferente. Bombas multifásicas poderiam mandar os fluidos misturados de óleo, gás e água diretamente para o continente via oleodutos. Ou então direcioná-los para uma plataforma encarregada do processamento e instalada em menores profundidades, o que a indústria chama de águas rasas.

O salto tecnológico está sendo impulsionado pelo pré-sal. Nesse ambiente, mais distante e hostil, é preciso reduzir custos logísticos para desenvolver a produção de reservatórios de petróleo localizados a 300 ou 400 km da costa e em lâmina d'água de mais de 2 mil metros de profundidade.

Um entusiasta de toda essa nova tecnologia é o diretor-financeiro da Petrobras, Almir Barbassa. Ele lembra que ela permitirá reduzir o custo do investimento da estatal e dos sócios quando a produção no pré-sal estiver em fase mais madura. Barbassa afirma que à medida que a Petrobras começar a produzir em todos os campos da área chamada de "pólo de Tupi" não será possível copiar o modelo atual devido à grande quantidade de equipamentos e embarcações que serão necessários para levar pessoas, equipamentos, comida e combustíveis.

"Para operar isso tudo não se pode sair com um barquinho pequeno como o que hoje faz o suprimento da bacia de Campos, levando um pouquinho de diesel, ou água. Tem que ter um suprimento. Tem que ter uma base. E a empresa só tem a ganhar no futuro ao desenvolver novas formas de produzir naquela área", destaca.

A distância das áreas no mar da bacia de Santos também faz com que a Petrobras, os fornecedores e as universidades busquem soluções que aumentem a segurança. Com mais equipamentos submersos será possível reduzir o número de pessoas a bordo das plataformas, o que passa pela tentativa de controlar os campos de forma remota. Hoje, dependendo do campo, trabalham embarcadas em uma plataforma entre 120 e 200 pessoas. Esse número tende a ser reduzido com o avanço da tecnologia, mas em águas profundas a Petrobras não pensa em ter plataformas desabitadas.

Segen Estefen, diretor de tecnologia e inovação da Coppe, o instituto de pós-graduação e pesquisa de engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), diz que hoje as universidades, juntamente com Petrobras e as empresas fornecedoras da indústria de petróleo, estão concentradas em como passar grande parte dos equipamentos das plataformas para o fundo do mar. "Esse é um dos cenários da produção do pré-sal, utilizar sistemas totalmente submersos, o que implica ter equipamentos específicos para esse ambiente e garantia de confiabilidade para evitar muitas intervenções, o que é caro", diz Estefen.

Ele afirma que toda vez que se faz uma coisa nova parte-se da tecnologia existente, ampliando-a. No início da produção de petróleo em mar, utilizaram-se plataformas fixas, que eram derivações das torres de transmissão de energia elétrica. A questão agora é como fazer a produção mais eficiente e menos custosa em uma grande província petrolífera. Isso passa por soluções mais abrangentes. Para alcançar esse objetivo, é preciso contar com equipamentos capazes de operar de forma autônoma, o que exige testes em laboratórios em condições equivalentes às encontradas nos campos marinhos.

O cenário futuro aponta para um sistema de produção em que as plataformas passariam a supervisionar diversos campos e fazer o controle da produção. Assim, a plataforma tradicional poderá passar por profunda transformação. Para Carlos Fraga, gerente-executivo do Cenpes, um caminho para levar mais equipamentos para o fundo do mar é compactá-los.

No pré-sal também tende-se a produzir com menos poços do que no passado. "O número de poços que serão usados no pré-sal para produzir um determinado volume de petróleo é muito menor do que há cinco ou vinte anos. Um poço hoje é capaz de escoar a produção de 40 mil barris de petróleo por dia. Essa era a produção de uma plataforma no início das atividades em Campos", diz Fraga.

Fonte: Valor Econômico/Cláudia Schüffner e Francisco Góes | Do Rio

 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Vendas de veículos disparam em dezembro

Fonte: O Estado de S. Paulo, 20/12/2010

Em vez de provocar uma retração no consumo, como pretendia o governo federal, as medidas de restrição ao crédito editadas pelo Banco Central no início do mês incentivaram a antecipação de compras e este pode ser o melhor mês da história em vendas de automóveis novos.

A indústria iniciou dezembro com previsão de vender 316,5 mil veículos, mas já fala em 355 mil.

Até quarta-feira foram emplacados 205.917 veículos, sendo 194.518 automóveis e comerciais leves e o restante caminhões e ônibus. Significa uma média de 17.159 unidades por dia útil, um recorde para essa medição.

O resultado da quinzena é 10,3% maior que o de igual período de novembro e 39% superior ao de dezembro do ano passado. O recorde mensal até o momento é o de março, último mês de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), com 353,7 mil unidades.

De janeiro até quinta-feira, as vendas acumuladas somam 3,33 milhões de unidades ante 3,14 milhões em todo o ano de 2009. A previsão da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) era de encerrar 2010 com 3,45 milhões de unidades comercializadas, mas esse número pode ser um pouco superior, caso o ritmo atual de vendas se mantenha.

O economista Ayrton Fontes, da MSantos, consultoria especializada no segmento de varejo de veículos, acredita que, nesta segunda quinzena é possível que ocorra queda nos negócios. "Além de menos dias úteis, os consumidores se dispersam e ainda por cima tem a influência das novas regras inibidoras para financiamentos anunciadas recentemente pelo Banco Central."

A maioria dos bancos já trabalha com juros mais altos por causa da exigência do aumento do depósito compulsório (recursos que os bancos são obrigados a manter no BC). Para modelos populares, o juro médio em um plano de 60 prestações sem entrada subiu de 1,3% para 1,8%. Com entrada de 40% do valor do bem, a taxa cai para 1,4%.

O modelo Celta, da General Motors, foi vendido até o último fim de semana em 60 parcelas fixas de R$ 598,50, sem entrada. Hoje, a prestação está em R$ 719,60. O juro mensal é de 1,8%. Ao fim de cinco anos, o carro terá custado R$ 7.266,00 a mais.

Nas mesmas condições de prazo, o Corsa poderia ser pago em 60 parcelas mensais de R$ 758,60, prestação que agora é de R$ 824,70. Ao fim do plano, o consumidor terá desembolsado quase R$ 4 mil a mais. O juro para esse modelo é promocional, segundo a GM, de 1,61% ao mês.

Janeiro. A indústria, porém, acredita que as medidas de aperto ao crédito não terão influência significativa nos negócios neste mês.

Marcos Munhoz, diretor geral de Comunicações, Relações Públicas e Governamentais da GM, diz que, para algumas montadoras "2010 teve 13 meses". Segundo ele, no dia 3 de dezembro a marca atingiu volume de vendas de 614 mil veículos, ultrapassando o resultado de todo o ano passado, de 595,5 mil unidades.

"Devemos fechar o ano com cerca de 650 mil unidades, resultado recorde", prevê Munhoz. Até quinta-feira, o saldo já era de 624 mil automóveis de passeio e comerciais leves.

A preocupação da indústria automobilística se volta para janeiro, quando é esperado impacto mais forte nas vendas. Dirigentes do setor esperam que a medida do BC tenha curta duração.

                              

 

Comentários

 

O engraçado são as pessoas falarem algo sobre outras pessoas sem mesmo olharem para o que elas mesmas estão fazendo ou sobre quem elas são. É espantoso como isso acontece constantemente dentro de grandes corporações privadas.

 

 

O que deve fazer um colaborador quando suas atribuições não são suficientes para que seu tempo seja ocupado em sua totalidade? Inovar? Criar? E se as suas atribuições são inovar e criar? Como o mesmo deverá agir se o processo criativo é cíclico?

 

 

O empreendedorismo é a chave para o sucesso do colaborador das empresas privadas. Estranho não? Empreendedor não é aquele profissional que coloca em prática suas novas idéias, transformando-as em novos negócios? Se o fizer para terceiros que direito terá sobre suas próprias idéias? E qual o retorno sobre as mesmas, já que normalmente seu trabalho é pago em forma de salário fixo? Se você é um empreendedor, abra seu próprio negócio, pois a chance de dar certo é menor, porém se der certo o retorno será seu, já no caso de executar uma idéia como colaborador, a chance de dar certo é grande, porém o retorno passará por tantas mãos que talvez nem o seu nome seja citado na divulgação do projeto.

 

 

Quer sobreviver, seja empregado, quer enriquecer, monte uma banca de vender cd pirata na porta da padaria.

 

 

Nordeste e Sul atraem projetos de galpões logísticos

Seg, 20 de Dezembro de 2010 07:34

O mapa dos condomínios industriais passa por uma rápida transformação no Brasil. O fortalecimento de novos mercados consumidores e de pontos de escoamento da produção estão levando os galpões logísticos e de armazenagem para fora do eixo óbvio. Nos últimos três anos, houve uma explosão da oferta nos arredores de São Paulo - principalmente no entorno das rodovias Anhanguera, Castelo Branco e Bandeirantes. Agora, empresas e investidores começam a migrar para outras regiões, especialmente Nordeste e Sul.

O aumento do consumo gerado pela elevação da renda estimulou o segmento. Os galpões logísticos servem como apoio para indústrias dos mais variados setores e entraram na mira dos investidores nos últimos três anos. Até porque o parque instalado no Brasil ainda é simples e obsoleto, com pé direito baixo e com menos de seis metros (hoje não se fala em menos de 12 metros), para um único usuário e sem as especificações exigidas pelas empresas e investidores.

O primeiro lugar procurado para alojar os armazéns multiuso, claro, foi também o que concentra a maior demanda: o eixo das principais rodovias paulistas. Mas o elevado preço das terras e a presença de vários concorrentes nesse entorno - e o concomitante desenvolvimento de outras regiões do país - inicia um movimento de expansão importante. Na nova fronteira de desenvolvimento, as áreas portuárias de destacam e a intermodalidade, que privilegia a integração entre estradas, ferrovias e os portos, ganha importância cada vez maior.

Estudo encomendado pelo Valorà Herzog, empresa especializada em imóveis industriais, mostra que 71% do estoque existente está no Sudeste. De um total de 4,48 milhões de metros quadrados disponíveis no Brasil, 3,1 milhões de metros quadrados prontos estão no Sudeste, que deve receber mais 1,1 milhão de m2no próximo ano.

O maior e mais ousado projeto do Brasil nesse segmento, com 15 milhões de m2, fica ao lado do porto de Suape

Os dois principais eixos de desenvolvimento, segundo a Herzog, são a grande Recife, no Nordeste, e a Grande Curitiba, no Sul. Segundo Simone Santos, responsável pelo estudo, a cidade de Jaboatão dos Guararapes, alavancada pelo porto de Suape, é a principal responsável pelos investimentos ocorridos nos últimos três anos em condomínios industriais no Nordeste.

O Bolsa-Família tornou o Nordeste um mercado consumidor polpudo e o resultado são os recentes anúncios feitos por grandes setores da economia. O recente anúncio da fábrica da Fiat, no Complexo de Suape, e a chegada da Companhia Siderúrgica de Suape - além da fábrica da Ambeve da Kraft Foods, anunciadas anteriormente -, devem estimular uma série de fornecedores a também se instalar na região.

Apenas em 2011, o Nordeste vai receber um estoque maior de galpões industriais do que aquele que já foi construído em toda a sua história. São 195 mil m2novos, segundo a Herzog, contra 145 mil m2já existentes. "Na Grande Recife, já são 75 mil metros quadrados, que podem ser triplicados nos próximos três anos", afirma Simone.

O maior e mais ousado projeto do Brasil, com 15 milhões de m2fica ao lado do porto de Suape (ver texto ao lado).

Empresas especializadas em atuar nos novos eixos são as maiores beneficiadas com a expansão. A Capital Realty é a maior em desenvolvimento de galpões logísticos no Sul do país, com 350 mil metros quadrados construídos e R$ 300 milhões investidos. Está desenvolvendo dois grandes empreendimentos, um em Esteio (RS) e outro em Itajaí (SC). A empresa procura se destacar com serviços diferenciados, como posto de gasolina dentro dos condomínios e terminais ferroviários - Esteio tem uma linha de trem operada pela ALLdentro do complexo industrial.

"Em São Paulo, a demanda é grande, mas a concorrência também é muito forte", afirma Rodrigo Demeterco, diretor-geral da Capital Realty. "Aqui, nós conhecemos a região e conseguimos nos diferenciar", diz.

A VeremonteReal Estate, do espanhol Enrique Bañuelos, está negociando terrenos no Espírito Santo e em Navegantes (SC) e já fechou 120 mil m2em Confins (MG). Também estuda o mercado do Centro-Oeste que, segundo a Herzog, tem taxa de vacância inferior a 2%, contra mais de 8% no Sudeste. "No Centro-Oeste começam a aparecer consultas das duas partes, tanto de empresas que querem ir para lá, como de donos de terras que querem investidores estratégicos e financeiros para ajudar a desenvolver projetos ", afirma Luiz Fernando Davantel, diretor da companhia. Na sua opinião, ainda não adianta ir para mercados que não absorvam preços de locação na casa de R$ 14 a R$ 15. "Tem de ter empresa disposta a pagar por um padrão de desenvolvimento igual ao de São Paulo", diz, acrescentando que o mercado de Minas Gerais é um dos mais maduros.

A mineira MRV, especializada em baixa renda, está investindo na área logística com a MRV Log. A companhia aproveita o know-how na compra de terrenos no eixo rodoviário para atuar nesse segmento. Ela tem 50 mil m2de área bruta locável ficando prontos (Contagem, Belo Horizonte e Jundiaí) e 750 mil m2em projetos. A empresa estudou o mercado de galpões multiuso nos Estados Unidos e, além de São Paulo e interior, possui terrenos em Goiânia, Vitória, Campos, Macaé, Uberlândia e Londrina. "A precariedade fora de São Paulo e Campinas para armazenagem e distribuição de mercadorias é enorme", diz Rubens Menin, presidente da MRV. "As terras estão mais baratas e isso faz diferença."

De acordo com o levantamento, de maneira geral, em todo o Brasil, o preço dos aluguéis teve aumento considerável por conta da falta de estoque. No Sudeste, os preços oscilam, dependendo da qualidade, de R$ 14 a R$ 25 o metro quadrado. No Sul e Norte, os preços oscilam entre R$ 10 e R$ 19. No Nordeste chegam no máximo e R$ 14,5 e R$ 14, no Centro-Oeste.

Empresas que estruturam fundos e reúnem aporte de investidores também estão ativas nesse segmento, como a TRX Realty, que tem cerca de R$ 1 bilhão para investimentos imobiliários. A TRX tem 51% dos empreendimentos em São Paulo, mas Minas já representa 14% e Rio de Janeiro, 15%. Por enquanto, a empresa atua no modelo "build to suit" (construção sob medida) - aliás, foi como começou o desenvolvimento industrial da região - e está estudando comprar grandes áreas para fazer parques logísticos. "Há muitas vias de escoamento alternativas no Sul e Nordeste, os investidores estão muito interessados nesse mercado", diz José Alves Neto, da TRX.

Fonte: Valor Econômico/Daniela D'Ambrosio | De São Paulo

 

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Nova fábrica da Fiat em Pernambuco terá aporte de R$ 3 bilhões

Qui, 16 de Dezembro de 2010 07:25

Anúncio oficial do investimento foi feito ontem: decisão teve ajuda do governo federal, que mudou a lei e beneficiou a empresa

SÃO PAULO - O presidente da Fiat, Cledorvino Belini, anunciou ontem que a fábrica a ser construída em Pernambuco receberá R$ 3 bilhões em investimentos até 2014. Na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele disse que a unidade, a segunda do grupo no País, terá capacidade para produzir 200 mil veículos ao ano.

Segundo Belini, a fábrica produzirá novos modelos que serão desenvolvidos no Brasil para os mercados local e latino-americano. O primeiro projeto será de um carro popular e barato, mas com acessórios. "Um carro com conteúdo e preço competitivo." Parte dos recursos para a fábrica será obtida no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A fábrica será construída no Complexo Industrial e Portuário de Suape. Quando estiver em plena capacidade, deverá empregar 3,5 mil pessoas. Um grupo de fornecedores de peças também se instalará ao redor da fábrica, além de um centro de pesquisa e desenvolvimento.

A Fiat decidiu por Pernambuco após o governo federal alterar a lei de incentivos fiscais às montadoras e autopeças do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Como só empresas já instaladas têm acesso aos benefícios – prorrogados até 2020 –, a Fiat comprou a indústria de chicotes elétricos TCA, instalada em Jaboatão dos Guararapes.

Além dos benefícios federais e estaduais, a Fiat vai ganhar do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, área com 740 hectares, dos quais 44o para a fábrica, que será entregue em abril já com serviço de terraplenagem. Nos outros 300 hectares – em local a ser definido – a Fiat terá pista de testes e centro de capacitação de mão de obra.

Benefícios

O governador citou Lula como responsável pela decisão da Fiat. Segundo fontes, ele prorrogou os incentivos atendendo a pedido de Campos, seu aliado político. Em vigor desde 1996, os benefícios fiscais do regime automotivo do Norte, Nordeste e Centro-Oeste terminariam no fim do ano, mas foram estendidos para favorecer a Fiat. Entre os incentivos, a Fiat pode quitar tributos federais como PIS e Cofins com créditos acumulados de IPI.

Dois dias antes de encerrar seu mandato, em 29 de dezembro, Lula participará da cerimônia de instalação da pedra fundamental da fábrica. Na data, vence o prazo para empresas apresentarem projetos que serão beneficiados pelos incentivos. Estão habilitadas ao programa a Ford, a fabricante de baterias Moura e a TCA (agora Fiat).

Líder do mercado de automóveis e comerciais leves, a Fiat vai investir R$ 10 bilhões até 2014, sendo R$ 7 bilhões em Minas Gerais. A fábrica de Betim terá a capacidade ampliada de 800 mil para 950 mil carros por ano. "Com a nova operação, a Fiat reafirma sua confiança no Brasil, ao realizar no País seu maior ciclo de investimento", disse Belini.

Fonte:Cleide Silva e Ângela Lacerda, de O Estado de S. Paulo

 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Consumo de combustíveis supera PIB e cresce 9,5% no ano

Fonte: Folha Online, 16/12/2010

 

Diante do crescimento vigoroso da economia neste ano --estimado na casa dos 7,5%--, o consumo de combustíveis disparou e fechou o ano num ritmo de alta superior ao do PIB. O Sindicom, entidade que reúne as distribuidoras, apurou uma expansão média de 9,5%.

O diesel, que corresponde a 46% do consumo de derivados de petróleo, foi o destaque de 2010, com crescimento de 12,2%. Já gasolina e etanol, juntos, tiveram um desempenho mais moderado: alta de 8,6%. Separadamente, enquanto a gasolina registrou aumento de 18,4% graças à estabilidade de preços, o etanol sentiu uma queda de 10%.

Segundo o Sindicom, os preços mais elevados do etanol em 2010 levaram consumidores a usar mais gasolina em seus carros flex. Além disso, o mercado de álcool sofre mais com adulterações, sonegação e outros problemas similares, o que leva parte da produção para o mercado informal --ou pirata, no jargão do setor.

"O ano de 2010 foi muito bom para o setor. As vendas cresceram no embalo da economia, mas ainda convivemos com um realidade de adulterações e forte sonegação principalmente no caso do etanol", disse Alísio Vaz, vice-presidente do Sindicom.

Um dos motivos, diz, é justamente a pesada carga tributária do setor. Do faturamento total de R$ 214 bilhões das distribuidoras neste ano, R$ 65 bilhões foram destinados aos cofres dos governos para o pagamento de impostos e outros tributos.

O Sindicom divulgou ainda a participação de mercado de suas associadas. O ranking de 2010 não trouxe novidades. Líder, a BR ganhou um pouco mais de terreno por ser mais forte em diesel, cujas vendas subiram mais. A estatal passou de 36,7% em 2009 para 37,1% em 2010.

Já a Ipiranga, do grupo Ultra, oscilou negativamente de 18,9% em para 18,6%. Por seu turno, a Shell e Cosan (marca Esso) ficaram praticamente estáveis, com 13,3% e 5,3%, respectivamente. A AleSat perdeu um pouco de espaço (0,3 ponto percentual) e marcou 3,4%.

 

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Governo do Rio testa asfalto ecológico em estradas

Fonte: DCI – SP, 14/12/2010

 

RIO DE JANEIRO – O governo do Rio de Janeiro começou a testar asfalto sustentável como alternativa para aumentar a segurança nas estradas e espera adotar a iniciativa em todo o estado. O asfalto ecológico, como está sendo chamado, deixa a pista menos escorregadia em dias de chuva e tem maior durabilidade. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ) informou nesta segunda-feira (13) que, além do esforço ecológico, a idéia é ter uma produção de asfalto de melhor qualidade e com baixo custo.

Para testar o novo tipo de pavimentação que usa uma mistura com pneus triturados, a primeira estrada brasileira a receber 35 quilômetros desse tipo de asfalto será a RJ-122, conhecida como Rio-Friburgo, rodovia que liga os municípios de Guapimirim e Cachoeiras de Macacu, na região metropolitana do Rio. O diretor de Obras do DER-RJ, o engenheiro Ângelo Pinto, afirmou que cada metro quadrado de asfalto ecológico retira do meio ambiente o equivalente a um pneu usado.

“Além de conseguir gastar [na fabricação do asfalto] uma quantidade muito grande de pneus, esse pavimento com alta viscosidade, elevado percentual de borracha, permite uma redução de ruído muito grande”, explica o engenheiro. Ele destaca que a mistura garante uma massa asfáltica com alto coeficiente de atrito, aumentando a performance dos carros. Com isso, é possível reduzir o número de acidentes nas pistas.

O diretor afirma que a obra será concluída no segundo semestre do ano que vem e a expectativa é que o piso tenha a durabilidade de 20 anos, o dobro em relação a recapeamentos comuns. Segundo Ângelo Pinto, a utilização dessa tecnologia vai depender da conveniência, logística e disponibilidade de pneus em cada obra, que segue a orientação dos secretários municipais. Entretanto, ele afirma que “é uma tendência que [o asfalto ecológico] seja usado cada vez mais em rodovias”.

Segundo o DER-RJ, outras pesquisas com polímeros à base de borracha estão sendo feitas para aumentar a segurança e o conforto dos condutores nas estradas.

Uma usina móvel foi instalada em Cachoeiras de Macacu para produzir o material, que foi inventado em 1960, no Arizona (Estados Unidos), mas só foi liberado para uso em escala industrial após a quebra da patente do produto, em 1998.

 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Viver ou juntar dinheiro?

Por Max Gehringer
Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários. Lá vai:


"Prezado Max meu nome é
Vander, tenho 61 anos, e pertenço a uma geração azarada. Quando eu era jovem as pessoas diziam em escutar os mais velhos, que eram mais sábios agora me dizem que tenho de escutar os jovens porque são mais inteligentes.

Na semana passada eu li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa. Aprendi por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado peguei um papel e comecei a fazer contas, e descobri para minha surpresa que hoje eu poderia estar milionário.


Bastava eu não ter tomado as caipirinhas que eu tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que eu comprei, e principalmente não ter desperdiçado meu dinheiro, em itens supérfluos e descartáveis.


Ao concluir os cálculos percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária. É claro que eu não tenho este dinheiro. Mas se tivesse sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?


Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso acho que me sinto feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer.


E recomendo aos jovens e brilhantes executivos, que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário eles chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro, mas sem ter vivido a vida".


No mínimo, para pensar...

 

 "Não eduque o seu filho para ser rico, eduque o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas, não o seu preço"

 

O preço das estradas

Fonte: Folha de S. Paulo, 13/12/2010

                               

As estradas de São Paulo têm padrão internacional e ocupam as dez primeiras posições entre as melhores do país, segundo a Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Entre os usuários, o índice de aprovação é alto -em torno de 94%, de acordo com a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte.

Nada disso seria possível sem a política de concessões para empresas privadas, que data do final da década de 1990. Resta, no entanto, um ponto crítico, que é o valor cobrado para o uso das rodovias, alvo freqüente de reclamações e críticas.

É óbvio que benefícios têm seus custos. As tarifas garantem investimentos e serviços gratuitos, como mecânicos e resgate. E a qualidade das rodovias gera ganhos indiretos, como redução de acidentes, tempo mais curto de viagem e menor desgaste dos veículos.

O valor do pedágio paulista é fruto da multiplicação da chamada tarifa quilométrica (um valor monetário básico por quilômetro) pelo TCP (sigla para trecho de cobertura da praça de pedágio), que equivale à extensão da estrada.

Considerando-se o critério de justiça distributiva, o modelo de cobrança é adequado. A tarifa quilométrica implica que a cobrança será proporcional ao trecho de rodovia percorrido pelo usuário. O custo total de toda a extensão é fracionado pelas diversas praças de cobrança da rodovia. É um sistema que procura ajustar o pagamento ao percurso.

Há, no entanto, aspectos a melhorar. O primeiro deles é oferecer mais opções para que o usuário possa efetivamente pagar pelos quilômetros que precisa rodar. Para tanto, seria preciso aumentar o número de acessos e saídas. O segundo diz respeito ao indexador utilizado nos contratos. Nas primeiras concessões, em 1998, o índice utilizado para os reajustes foi o IGP-M. Trata-se de um indicador muito sensível às variações do câmbio e dos preços internacionais das commodities -o que significa, em certas circunstâncias, importar inflação.

Àquela época, a estabilidade econômica estava por se consolidar e havia incertezas quanto à força do real. Como as concessionárias estavam se comprometendo com contratos de 20 anos, o IGP-M, por ser "dolarizado", funcionava como um seguro.

Uma vez que essa etapa foi superada, seria melhor adotar um índice mais compatível com a inflação do consumidor. A segunda mudança seria uma tarifação que beneficiasse de maneira mais substancial o transporte de carga (já que se trata de atividade econômica relevante para a competitividade do país) e os ônibus -incentivando seu uso. É preciso também, numa visão de longo prazo, investir de maneira mais vigorosa no transporte ferroviário de passageiros e de carga. Mais e melhores ferrovias incrementariam a competição com as estradas e, conseqüentemente, com as concessionárias, beneficiando a todos.

                              

 

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Transnordestina recebe mais investimento

Fonte: Webtranspo, 9/12/2010

                               

O BNB (Banco do Nordeste) acaba de liberar novos recursos financeiros à Ferrovia Transnordestina. Conforme anunciado pela instituição, a obra contará com duas parcelas de financiamento que totalizam o valor de R$ 689 milhões.

Para Cláudio Frota, diretor da SUDENE (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), a obra é importante para o desenvolvimento regional, uma vez que atende à demanda de transporte de produtos agrícolas e minério do Nordeste, e porque permite o escoamento portuário.

“A ferrovia é uma das artérias do transporte no interior do Nordeste, viabilizando, por exemplo, a distribuição de grãos do cerrado nordestino”, afirma. Com orçamento total de R$ 5,34 bilhões, a Transnordestina é um dos projetos inclusos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal.

A ferrovia, que contará com 1.728 quilômetros de extensão, ligará o terminal ferroviário de Eliseu Martins, no Sul do Piauí, aos portos do Pecém (CE) e Suape (PE), com conexão em Missão Velha (CE). A conclusão da obra está prevista para o segundo semestre de 2012.

 

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Porto de Santos é o estopim da ineficiência operacional

Fonte: A Tribuna, 8/12/2010

 

Santos (SP) – O Porto de Santos está em situação crítica e provoca um efeito cascata nos demais complexos de cargas do País, devido a sua alta incidência de atrasos nos embarques e desembarques e da longa espera para atracação de navios, aponta levantamento do Centro Nacional de Navegação (Centronave).

O cais santista ainda causa custos extras de US$ 95 milhões por ano aos armadores, aproximadamente 8% do frete das embarcações. O maior complexo marítimo do País é o estopim da ineficiência operacional portuária.

De acordo com o Centronave, de janeiro a setembro últimos, os atrasos nos embarques e desembarques nos portos nacionais foram de 72.401 horas (3.017 dias), e as esperas das embarcações para atracação chegou a 78.873horas (3.286 dias).

A somatória dos dois problemas ainda provocou o cancelamento de 741 escalas, um acréscimo de 62% sobre o mesmo período de 2009 (457). Já as escalas efetivadas caíram 9,1% no País, ficando em 4.237 ante 4.664 do mesmo período do ano passado.

Segundo o diretor-executivo do Centronave, Elias Gedeon, “esses cancelamentos explicam-se pelo congestionamento em Santos, que gera um efeito-dominó, prejudicando a operação nos demais portos”.

Como exemplo do gargalo operacional no Porto de Santos,Gedeon revelou que as escalas efetivadas no Terminal de Contêineres (Tecon) Santos Brasil, o maior do País, caíram de 803 para 705, devido às horas perdidas.

Os atrasos nos embarques e desembarques na instalação cresceram 38,1% nos três trimestres fechados do ano, partindo de 12.348 horas para 17.054. O tempo de espera para atracar subiu 22,1%, de 11.599 para 14.163 horas.

Para piorar a situação, o Centronave verificou que os pátios dosterminais estão lotados, fruto da importação em alta. A situação fica ainda mais complicada quando se somam os tempos de carregamentos (aumento de 75% entre 2009 e 2010) e a vinda de navios maiores, o que reduz o número de berços disponíveis para atracações.

Cálculos do Centronave apontaram que o volume de contêineres movimentados em Santos aumentou 215% nos últimos 10 anos, mas a infraestrutura operacional não acompanhou. O crescimento de berços foi de apenas 23% e da área alfandegada, de apenas 20% no período.

Janelas perdidas

A soma dos problemas afeta o desempenho dos portos seguintes na rota de Santos. Segundo o Centronave, o armador acaba tendo de cancelar escalas, especialmente nos complexos da Região Sul.

Em Santos, as paradas canceladas englobam 10% dos navios. Mas nos portos seguintes, esse índice é bem maior, garantiu Gedeon. Em Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS), os cancelamentos neste ano foram de um para quatro navios.

 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

GKO Informática lança nova empresa de terceirização de gestão de transportes

Marília Brandão, do Portal Transporta Brasil, 02/12/2010

A GKO Informática, especialista em soluções tecnológicas para a área de logística, lançou uma nova empresa voltada para a terceirização de gestão de transportes, a Logpartners. A realização é uma parceria com a empresa de informática Routing e exigiu investimento inicial de R$ 500 mil.

A Logpartners seguirá o modelo de negócios conhecido como Business Process Outsourcing (terceirização de processos de negócios) e prestará serviços como auditoria de fretes, acompanhamento de entregas de mercadorias, e planejamento de estratégias para gestão de frete e de rotas para transportadoras. Também disponibilizará aos embarcadores softwares como o GKO Frete e Roadshow para planejamento e controle das operações de transporte.

O diretor comercial da GKO, Ricardo Gorodovits, destaca as vantagens do serviço. “Na prática, o cliente terá como benefícios a garantia de resultados sem que precise lidar com a complexa fase de implantação de softwares, infraestrutura e os treinamentos. E toda essa estrutura estará funcionando um mês após a contratação do serviço”, afirma.

Os serviços oferecidos são flexíveis. O cliente pode contratar a solução completa, apenas os softwares ou a equipe especializada em gestão de fretes em separado. O embarcador também poderá solicitar à Logpartners o uso de softwares diversos, em estar preso ao GKO Frete.

O sócio diretor da Routing, Rui Alencar, explica que sua empresa incrementará os serviços com suporte tecnológico de softwares de roteirização e de controle de operação, além das equipes especializadas. “As rotas podem ser planejadas pelo roteirizador; o controle da execução irá comparar os dados de rastreamento com  planejamento em  tempo real e, então, as rotas serão exportadas para o software de gestão de fretes para que se possa fazer a auditoria entre o que foi executado e o que foi faturado pelas transportadoras. Após isso, se processarão os pagamentos às transportadoras com maior acuracidade dos dados” diz.

Uma das primeiras empresas clientes da LogPartners é a Xerox. Com a terceirização dos serviços de frete, a companhia reduziu 2% dos custos com transportes. O gerente nacional de distribuição da Xerox Brasil explica que contratou a empresa para realizar o trabalho por este não ser o foco da Xerox. “Tivemos uma melhora da qualidade da informação, em relação à atividade física e controle das entregas. No entanto, o maior ganho mesmo foi com a auditoria do pagamento do frete. Envio as notas fiscais para a GKO, a empresa cruza os dados dos produtos com as tabelas das transportadoras e, caso a fatura esteja errada, a própria empresa pede a correção”.

 

Saiba como comprar caminhão usado de qualidade

Victor José, do Portal Transporta Brasil, 02/12/2010

Por ser um instrumento de trabalho de alto valor agregado, comprar um caminhão requer muito critério e atenção. O comprador deve avaliar seu estado mecânico, itens de segurança e conforto para assim poder realizar o transporte de cargas de maneira segura e eficiente.

Seguem abaixo dez dicas da WebPesados para garantir a aquisição de seu utilitário de grande porte usado, seja para transporte de materiais secos, líquidos, mais pesados ou mesmo inflamáveis:

1. Dê preferência a lojas especializadas ou concessionárias de referências que já tenham tradição no mercado;

2. É importante verificar se o revendedor oferece garantia por escrito e se conta com oficina própria para executar eventuais reparos;

3. Fique atento com revendedores que pertencem a transportadoras. Essas empresas não são obrigadas a revisar os veículos ou oferecer garantia;

4. Tome nota da procedência do cavalo mecânico e procure saber que tipo de serviço ele fazia quando estava em operação, pois veículos que trabalham com materiais leves têm menor desgaste;

5. Verifique com atenção as condições dos pneus, lataria, chassi, motor, além da parte interna do caminhão, que pode revelar a falta de cuidado do antigo motorista com manutenção e conservação;

6. Cheque a suspensão. Desgaste excessivo nas molas e junções aponta para a falta de manutenção;

7. Analise o estado do motor e das válvulas, freio, embreagem e caixa de câmbio e outros itens;

8. Dê preferência aos caminhões com pintura original, tanto de cabine como do chassi. Verifique se o caminhão possui as plaquetas de identificação do chassi, do motor, da cabine e os selos d’água com o número do chassi;

9. Verifique se a documentação está de acordo. Se o caminhão é de São Paulo, fique atento se o veículo traz o selo de aprovação da Inspeção Veicular Ambiental;

10. Pesquise muito. Compare modelos semelhantes em motorização e carroceria. Hoje além dos estabelecimentos comerciais, tem também a Internet com sites especializados. O mercado de caminhões usados oferece uma grande gama de veículos seminovos prontos e já equipados com todos os tipos de implementos e equipamentos.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Zatix vence na categoria monitoramento e rastreamento entre as "Maiores e melhores do transporte e logística do Brasil"

Fonte: Assessoria de Imprensa; 6/12/2010

                               

A Zatix está no ranking das "Maiores e Melhores do Transporte e Logística de 2010". A companhia foi classificada como a melhor na categoria ‘Monitoramento e Rastreamento’ entre as mil empresas mais representativas do setor de transportes, cujos balanços foram analisados pelo economista Pedro Antonio Cássio da Silva.

Esta é a 23ª edição do prêmio Maiores & Melhores do Transporte e Logística, promovida pela OTM Editora, detentora de diversos títulos periódicos, entre os quais estão as revistas Transporte Moderno e a TechniBus, além de publicações anuais de análise.

“Essa premiação é muito importante para a Zatix, porque ratifica que estamos no caminho certo e que temos feito um bom trabalho nesses dois anos de atuação no setor de transportes, com destaque para nossa solução Omnilink, sempre trazendo inovação para as empresas que trabalham no segmento rodoviário do nosso país. Agradeço também o empenho de toda a nossa equipe que foi decisiva para alcançarmos esse lugar de destaque”, diz Martin Hackett, presidente da Zatix.

O primeiro critério para a classificação das empresas na lista das “Maiores e Melhores do Transporte e Logística do Brasil” é sua receita operacional líquida, que indica a participação de mercado que cada uma tem no setor em que atua. Entre as 43 modalidades do prêmio, as dez maiores empresas em destaque são analisadas mais detalhadamente, atribuindo-se notas de 1 a 10 para cada um dos critérios de avaliação como: “Receita Operacional Líquida”, “Patrimônio Líquido”, “Lucro Operacional”, “Lucro Líquido”, “Liquidez Corrente”, “Endividamento Geral”, “Rentabilidade da Receita”, “Rentabilidade do Patrimônio Líquido”, “Produtividade do Capital” e “Crescimento da Receita”.

                              

Fonte: http://www.ntcelogistica.org.br/noticias/materia_completa.asp?CodNoti=42545

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Indústria começará 2011 em marcha lenta

Fonte: O Estado de S. Paulo, 2/12/2010

                               

O ano deve começar em marcha lenta para indústria, com perspectiva de queda no ritmo de contratação de trabalhadores para o período de novembro a janeiro, forte redução nas expectativas de negócios até abril e provável impacto negativo sobre o ritmo dos investimentos, revela a Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), indicador que sintetiza a expectativa dos industriais, caiu 1,1% em novembro na comparação com outubro, já descontadas as influências sazonais. O resultado se equipara ao registrado em agosto e é o menor desde novembro de 2009. Exceto nos bens de consumo duráveis e não duráveis, houve perda de confiança dos fabricantes de bens de capital, materiais de construção e bens intermediários em novembro na comparação com o mês anterior. De 14 segmentos pesquisados, só em três (alimentos, química e produtos farmacêuticos) a confiança cresceu no último mês. Nos demais houve retração, com destaque para indústria metalúrgica.

"Em termos históricos o nível da confiança dos empresários registrado em novembro não é baixo, não sinaliza uma recessão. Mas há um desaceleração em curso, que começa a impactar até o investimento com reflexos na indústria de bens de capital e materiais de construção", diz o superintendente de Ciclos Econômicos da FGV, Aloísio Campelo.

A queda do ICI registrada no mês passado foi influenciada especialmente pela retração no índice de expectativas. Em novembro o indicador recuou 1,9% na comparação com outubro, refletindo a retração de 3% do indicador do emprego previsto para três meses, de novembro a janeiro, e a queda na situação dos negócios para seis meses, de novembro a abril.

O indicador que mede a expectativa dos negócios em seis meses recuou 4,9% de outubro apara novembro, descontadas as influências sazonais. O único resultado que vai na contramão da desaceleração é o da produção prevista para o período novembro a janeiro, que aumentou 2,3%.

Campelo aponta alguns fatores que, combinados, podem ter afetado a confiança dos empresários. Um deles é o provável aperto fiscal que deve vir com o novo governo e a elevação da taxa de juros para conter o avanço da inflação, mas que acaba afetando o consumo e o investimento. "Provavelmente esses fatores deixaram os empresários em compasso de espera e houve um esfriamento nos ânimos."

Capacidade. Outro indicador da Sondagem da Indústria de Transformação, usada para elaborar o ICI, que reforça a tendência de moderação no desempenho do setor é o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci). O indicador que estava em 85,2% em outubro caiu para 84,5% em novembro, no resultado que desconta as influências sazonais. Segundo a pesquisa, esse é o menor nível de uso da capacidade da indústria desde março deste ano (84,3%). A pesquisa consultou 1.192 empresas que, juntas, faturaram no ano passado R$ 620,1 bilhões e empregam 1,2 milhões de pessoas.

Na análise de Campelo, a retração do uso da capacidade espelha dos movimentos. O primeiro é da maturação dos investimentos e a entrada e funcionamento de novas fábricas. O segundo movimento é o grande volume de importações de manufaturados que concorrem com os produtos nacionais a preços mais competitivos por causa do câmbio favorável.

Apesar do real valorizado em relação ao dólar, o nível de demanda externa em novembro subiu pelo sétimo mês consecutivo. No mês passado, 13,3% das empresas exportadoras consideraram a demanda externa forte, 6,8% fraca e 79,9% normal.

Em outubro, 72,7% das empresas achavam que as exportações estavam normais, 14,9% fortes e 12,4% fracas. "A demanda externa vem ganhando força a cada mês", observa o economista.

                              

 

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Porto de Santos ultrapassa pela primeira vez 9 milhões de toneladas

Fonte: Panorama Brasil, 1/12/2010

                               

SÃO PAULO - A movimentação de cargas do Porto de Santos registrou recorde mensal histórico no mês de outubro, com 9.496.619 toneladas. O número é 22,9% maior do que o registrado em outubro do ano passado, e superou em 0,79% o recorde anterior, verificado em agosto deste ano, quando pela primeira vez a movimentação de cargas ultrapassou a casa dos nove milhões de toneladas. Em 2010, estabeleceu em todos os meses movimentação recorde em comparação com os respectivos meses anteriores.

Com essa marca, o total acumulado no ano de 2010 chegou a 81.288.107 toneladas, representando aumento de 17,8% em relação a 2009, e elevando a previsão de encerramento do ano com 96,43 milhões de toneladas, representando aumento de 15,92% sobre 2009.

As importações atingiram, no período, crescimento de 40,4% em relação ao ano passado, com 32,4% de participação no total movimentado. Carvão, enxofre e trigo foram os produtos de maior tonelagem operados no Porto de Santos. O carvão alcançou 3.103.993 toneladas, apontando crescimento de 63,5% no período, destacando-se como a carga de maior movimentação no fluxo de importação, seguido pelo enxofre, com 1.565.465 toneladas e incremento de 41,3%.

As exportações acusaram crescimento de 9,3%. O açúcar, o produto mais operado em Santos, atingiu 17.407.058 toneladas até outubro, 21,40% do total movimentado de cargas, com crescimento de 23,1% no acumulado e 43,2% no mês. Também teve expressivo aumento a exportação de milho, com 48,9%, e de gasolina, com 42,3%.

As operações com contêineres registraram alta de 21,0% no em relação ao ano passado, acumulando 2.245.055 TEU (twenty-foot equivalent unit é a unidade de medida de capacidade de um contêiner de 20 pés). Em outubro, o movimento cresceu 28,0%. As importações também já apresentam participação ligeiramente superior no movimento total.

A participação do Porto de Santos na balança comercial brasileira até outubro atingiu US$ 78,7 bilhões, ou um aumento de 30,3% sobre o total em igual período do ano passado. Somente as importações tiveram incremento de 38,18%, chegando a US$ 37,3 bilhões. As exportações somaram US$ 41,3 bilhões, 23,28% a maior que o verificado em 2009.

 

País é último em ranking de transporte

30/11/2010,09h:24m


País lidera a lista das piores estruturas de transporte e logística entre seus concorrentes, segundo CNI

O esforço feito pelo governo federal nos últimos anos, como a criação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ainda não foi suficiente para garantir a melhora da infraestrutura brasileira. Pelo contrário. O País lidera a lista das piores estruturas de transporte e logística entre seus concorrentes, mostra levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O trabalho selecionou 14 países com características econômico e sociais semelhantes às do Brasil e que tenham participação no mercado internacional. Foram avaliados os setores de transportes, energia e telecomunicações de todas as nações. No geral, o País ficou com a terceira pior colocação, à frente apenas de Colômbia e Argentina.

Mas, no item transportes, ninguém desbancou o Brasil. "Além da qualidade da infraestrutura, a grande deficiência do setor é a falta de conexão entre as diversas modalidades", diz o diretor executivo da CNI, José Augusto Fernandes, coordenador do estudo sobre competitividade, que será apresentado quarta-feira a 2 mil empresários, no Encontro Nacional da Indústria, em São Paulo.

Dentro do setor, a infraestrutura portuária teve a pior classificação. "Apesar dos avanços, como a implementação do Programa Nacional de Dragagem, a gestão de todo complexo portuário é muito complicada e afeta diretamente a competitividade do País", diz Fernandes. Segundo ele, boa parte dos portos nacionais não tem capacidade para receber grandes navios, o que seria um grande avanço para reduzir os custos de transportes.

A qualidade da infraestrutura ferroviária também rendeu uma posição ruim para o Brasil, que ficou na penúltima colocação. Nesse caso, explica o executivo da CNI, o que mais pesou foi o tamanho da malha nacional, de apenas 28 mil quilômetros (km). Além disso, o transporte ferroviário é concentrado em poucos produtos: só o minério de ferro representa 74% da movimentação total das ferrovias.

A qualidade das rodovias ficou com o 12.º lugar e o transporte aéreo, em 11.º lugar. Na opinião do professor da Fundação Dom Cabral Paulo Tarso Resende, o grande problema é que o Brasil está sempre correndo atrás do prejuízo. Ele afirma que a expansão dos investimentos nos últimos anos promoveu alguns avanços na infraestrutura.

"Mas, com o crescimento econômico, a demanda foi muito maior que o aumento da oferta. Toda evolução acabou sendo engolida pelo avanço da economia e da demanda", afirma o professor. Segundo ele, se os investimentos não tivessem sido elevados, o País teria parado.

O grande desafio do próximo governo, diz o professor, será aumentar o volume de recursos destinados ao setor de infraestrutura logística, dos atuais 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) para, no mínimo, 4% ao ano.

Energia

Nas áreas de energia e telecomunicações, o pior resultado, 11.º lugar, ficou com os serviços de internet de banda larga. O segmento de eletricidade ocupou a 8ª posição. Desde o racionamento de 2001, o setor tem tido leilões periódicos, de usinas e de linhas de transmissão.

PIORES POSIÇÕES NO RANKING

Países avaliados

Rússia, Canadá, Coreia, África do Sul, Espanha, Austrália, Chile, México, China, Índia, Polônia, Colômbia, Argentina e Brasil

Infraestrutura portuária

Ficou em 14º lugar. Além da precariedade do acesso terrestre, os portos têm grandes problemas com a profundidade de seus canais de acesso marítimo. O Programa Nacional de Dragagem deverá amenizar o problema, mas muitos terminais continuarão sem capacidade para receber a nova geração de navios de grande porte

Infraestrutura ferroviária

Ficou em 13º lugar. Um dos principais problemas é o tamanho da malha, de apenas 28 mil km. Além disso, o transporte ferroviário está concentrado em poucos produtos. O principal deles é o minério de ferro

Qualidade das rodovias

Ficou em 12º lugar. Apenas 11% de toda malha rodoviária nacional é pavimentada. E boa parte dela ainda está em condições consideradas ruins, péssimas ou regular.

Fonte: O Estado de S. Paulo